Câmara aprova lei de cotas em universidades para alunos de escolas públicas
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (20), um projeto que reserva metade das vagas em universidades públicas federais, vinculadas ao Ministério da Educação, para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.
Dentro desta cota, haverá ainda subcotas para beneficiar negros, indígenas e estudantes de baixa renda. O projeto segue para votação no Senado. Segundo o texto, as universidades teriam quatro anos para se adaptar às cotas.
A divisão destas cotas será feita de acordo com o percentual de negros, pardos e índios encontrados na população do estado em que está a instituição de ensino. Em um estado, por exemplo, que tenha 20% de negros, pelo menos 20% das vagas reservadas a escolas públicas terão de ser ocupadas por negros.
O projeto aprovado pela Câmara também reserva as vagas para as escolas técnicas federais de nível médio. Neste caso, para serem beneficiados pelas cotas os alunos tem de ter cursado integralmente o ensino fundamental em escola pública. Nestas escolas também serão observadas as subcotas, como acontecerá com as universidades.
Uma outra subcota reserva metade das vagas de escola pública para os estudantes que tem renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo. O deputado Paulo Renato (PSDB-SP) afirma que este será o critério mais eficiente na redução da desigualdade. “Todos os dados têm dito que é a situação de renda da família que determina o desempenho diferencial entre os estudantes sistemas de ensino”.
O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), acredita que o projeto será capaz de melhorar as condições de acesso dos mais pobres às universidades públicas e eliminar diferenciações raciais. “O projeto revoluciona o acesso ao ensino público superior no país. A Câmara hoje marca uma mudança na historia do acesso ao ensino publico superior”.
Além de tornar obrigatórias as cotas para as universidades públicas federais, o projeto abre a possibilidade de que as universidades privadas adotem cotas na forma desta lei.
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abril 17th, 2009 at 21:55
parabéns rafael !!!!!
o maior beneficio que essa lei trará é mudar a cabeça da populaçao pobre, que ver a universidade como algo exclussivo dos ricos.
voce Rafael, é a prova do esforço e da coragem que inexiste nos jovem “filhinhos de papai “, que nasceram em berço de ouro.
torço por vc Rafael!!!
“Colocai um freio ao avarento egoísmo dos ricos; tirei-lhes o direito do açambarcamento e monopólio”
(Thomas Morus)
Abraços esperançosos
abril 27th, 2009 at 20:46
OLHA!!! Eu sei que qualquer um merece uma chanceee… independente de ser “BRANCO,RICO,POBRE e NEGRO”
Mais o conhecimentoo de cada pessoa tem que ser testadoo através da prova do vestibular !!!!
POR Q SE VC ESTUDOU VC TEM ALTAS CHANCES DE ENTRAR NA FACULDADE!!!
POR ISSO SÒ VC ESTUDAR MUITOO!!! SE NÃO PASSOU TENTA DE NOVOO E É ASSIM… A VIDA CONTINUA!!
obs: SOU A FAVOR DO VESTIBULAR !!!!
abril 28th, 2009 at 9:44
Natália.
Eu também sou a favor do vestibular. No entanto, estamos falando de estudantes de baixa renda, baixa mesmo, um salário minimo e meio. Não sei se vc convive com pessoas dessa classe social, porque só assim pra entender a dificuldade que essas pessoas encontram para estudar.
Para se ter uma idéa, tem crianças que vão a escola só pela merenda, porque em casa a alimentação é escassa. Da pra acreditar nessa realidade?
obs: Má alimentação prejudica o desenvolvimento, causa falta de atenção entre outras coisas! Vc pode até condenar a falta de responsabilidade dos pais, mas as crianças são inocentes (como esses pais, provavelmente foram um dia)
depois de tudo isso, chega um tempo em que essa crianção, agora adolescente, tem que correr atras de um emprego… ai já viu não é, essa provevelmente será a prioridade na vida dele.
Mas não se preocupe, ainda assim, pode considerar que um cara que teve essas condições precarias e ainda conseguir passar em um vestibular da USP, mesmo que seja por cotas, pode ser considerado quase um gênio…rs
Não é qualquer um que vai passar por cotas, apenas os mais esforçados!
E fico muito feliz, porque com isso, percebe-se que o interesse dos alunos dessa classe pelos estudos tem aumentado muito, pois antes eles nem cogitavam a idéia de curso superior, mas hoje podem ver uma luz!
é bem diferente do aluno que cresce com a certeza de um dia se fornar em uma faculade, e a maioria dos meus amigos sabe, que ainda que não passem em uma federal, os pais vão segurar as pontas e bancar uma particular… esse cara dificilmente terá dificuldades na vida!
já o outro não, ou aproveita essa oportunidade, ou segue a direção de seus pais, em um circulo vicioso que passara para seus filhos e ai por diante…
entenda Natália, é um problema social que pode ser considerado prioritário, pois as soluções de longo prazo, ainda que necessárias, e acredito estão sendo tomadas… exigem muito mais recursos, profissionais e tempo, sendo que temos pressa em melhorar o nível de nosso povo!
Infelizmente, como quase sempre acontece, a classe média é quem vai ter que dividir o espaço, pois os verdadeiros ricos não precisam disputar vagas nas federais, pois podem estudar nas melhores faculdades do pais ou até no exterior…rs
Não existe mudança sem revolução, e alguém sempre sai descontente.
O pais está crescendo, e com ele seu povo precisa crescer!
tem muita gente criticando o ProUni por suas falhas… mas não vê que tem muito mais gente que realmente precisa, sendo beneficiada, do que os aproveitadores!
Estamos buscando soluções! É isso, ou dexar tudo como está, durante muito tempo foi assim… até que a sociedade entre em colápso, cada vez mais favelas, cada vez mais filhos abandonados, marginalizados, cada vez mais violência, cada vez mais pobres e manos ricos!
insustentável!
abril 28th, 2009 at 16:15
Quando grupos se organizam, sejam eles de origem branca ou negra, como já foi visto em todo o período da história da humanidade, o que isso origina; no final é o surgimento como na Europa do século XX grupos Nazi-fascistas, ou no final do século XIX grupos que defendiam a moral e os bons costumes dos EUA. E vimos surgir o Eugenismo como a verdade.
No Brasil até se procurou no final da segunda guerra mundial uma sociedade justa e igualitária racialmente.
O Brasil não tem problemas raciais crônicos como na Europa e EUA. O que tem aqui é a falta do debate real sobre os problemas que atingem a nossa sociedade, que é a falta de coragem de promover uma revolução democrática, não só na política, mas sim uma democracia social, fazer reforma agrária, melhorar a distribuição de renda, fazer escolas públicas de qualidade.
Não podemos esquecer se um grupo seja ele qual for ver os seus interesses agredidos vão se organizar e identificar o seu provável inimigo, aquele que o impede de ter acesso as universidade por ser branco, mesmo que ele tenha tirado uma melhor nota no vestibular.
Os políticos que não estão atento a essa possível realidade em busca de votos aprovam leis sem levar em conta muitos fatos históricos do passado recente da historia humana.
abril 29th, 2009 at 13:35
Eu também me preocupo…
Mas me preocupa muito mais a idéia de deixar tudo como está, do comodismo.
o brasil não tem problemas criticos de racismo, porque os racistas daqui são bem discretos, e sinceramente, não sei se devemos nos preocupar com isso…
pois se aqui não existe o conflito, também não ha avanço considerável! O contrario dos EUA, onde ha o conflito, porém, os negros de lá, não como os daqui… e parecem estar muito mais avançados! Mas isso não acontece apenas com os negros, toda a sociedade norte americana está a nossa frente, descontando os contras.
Eu sei de uma coisa, aqui os negros foram abandonados, livres, mas regeitados pela sociedade, analfabetos e marginalizados… e essa corrente ainda se arrasta pelas gerações, e no rítmo em que anda, deve durar muito mais!
Mas eu quero mesmo é falar sobre toda a pobreza no brasil, não só a do negro! E eu até admito que as cotas sociais são menos afrontativas, e que isso deve ver acompanhado de melhorias no ensino público fundamental (o que é dificil acreditar! Quem sabe daqui uns 50 anos…rs)
porque que existe o MST?
será um mal necessário?
já que o governo não consegue cumprir sozinho a promessa de reforma agraria?
quem mora proximo do interior, sabe o que está acontecendo: Os grandes fazendeiros estão monopolizando agricultura, os pequenos estão vendendo suas propriedades e quase não se vê familias morando em sitio!
Da pra ter idéia do impácto social que isso vai causar não é? fora o impacto ambiental ( o mundo vai acabar mesmo…rs)
Pois é… as questões são muitas, e complicadissimas!
Temos muito protesto e pouca proposta! (pelo mesnos viáveis)
maio 8th, 2009 at 11:33
rafael…
AGORA SÓ POR CAUSA DISSO OS POBRES NAUM TEM CAPACIDADE DE FAZER UMA PROVAA???
AH ME POUPE, TODOO MUNDOO TEM CEREBROOO PRA PENSSAR :”RICO,POBRE,NEGRO,BRANCO E ETC…”
VEIII… SE A PESSOA ESTUDA ELA VAII LONGEEE!!!!
ISSO É O Q EU ACHOO!!!!
maio 9th, 2009 at 8:33
rs…
Ta bom “veiii”… considere-se poupada!
Sinta-se livre da obrigação do entendimento!
maio 29th, 2009 at 14:11
ENTENDO QUE UMA DAS FORMAS DE TORNAR O PAÍS IGUAL PARA TODOS É CUIDANDO DA DESIGUALDADE EXISTENTE ENTRE RICOS POBRES, AS COTAS, VEM JUSTA E OPORTUNAMENTE NIVELAR ESTA DIFERENÇA EXISTENTE, PELO MENOS COM RELAÇÃO AOS CURSOS SUPERIORES, E VOU ALÉM, CREIO QUE SERIA AINDA MUITO BOM QUE AQUELES QUE PAGARAM ESCOLAS CARAS PARA QUE SEUS FILHOS FIZESSEM O ENSINO MÉDIO MUITO BOM DEVERIAM PAGAR TAMBÉM PARA ESTUDAR NO ENSINO SUPERIOR.
junho 1st, 2009 at 2:00
esse é um dos casos revoltantes em que não se dá nem vontade de falar alguma coisa. Esse sistema de cotas (ainda por cim de 50%) trata-se de uma discriminação contra a demais parcela da população. quanto ao argumento de dívida social: eu nunca escravizei ninguem; o Brasil é um país totalmente miscigenado e, portanto, praticamente toda a população tem sangue de negro, de índio e de branco; eu não tenho culpa de não ter nascido negra; isso é uma discriminação com os brancos.
quanto ao argumento de igualização social: essa lei trata-se de uma total maquiagem da rela situação e só levará o país a se afundar ainda mais e a aumentar o problema educacional; claramente, o problema encontra-se na péssima qualidade do ensino básico público e o governo, com essa lei, só está pensando em ganhar votos , esconder o desvio de verbas da educação para suas contas bancárias e evitar investir na educação básica pública tomando, então, uma medidaque dá “menos trabalho”, imediatista e que “cala os olhos” dos mais ignorantes.
essa lei de cotas é um absurdo enorme, um “enchimento de lingüiça” e uma máscara no buraco da educação brasileira. colocar cotas para distinguir cor de pele dos seres humanos é o mesmo que dizer que os negros não são capazes e que são diferentes intelectualmente, além de ser contraditório, pois ao se favorecê-los está fazendo-se uma desigualdade.
o sistema de cotas é um escândalo e uma vergonha na educação do país e acabará por criar verdadeiras carnificinas entre a parcela da população que irá disputar o restante das vagas delimitadas {aos discriminados, brancos).
sentença: sou branco.
sem falar na entrada de pessoas desqualificadas para freqüentar um ensino de superior qualidade, favorecendo a formação de futuros engenheiros que derrubarão prédios e futuros açougueiros de carne humana.
vergonha e injustiça social.
Brasil: um país de poucos.
nunca vi em nenhum livro algo mencionando diferença intelectual motivada pela cor da pele.
junho 1st, 2009 at 2:06
sem falar que a mensalidade de uma escola de ensino médio é um pouquinhoo diferente de uma mensalidade de faculdade de medicina, por exemplo! meus pais me colocaram em uma escola particular com dificuldades e sacrfícios, não sou rica para pagar 2000, 3000 reias por mes numa faculdade nao!eu pago impostos, tenho os mesmos direitos(igualmente) de frequentar uma faculade pública!!!
junho 1st, 2009 at 17:54
ainda bem que consegue pagar, porque tem gente que nem em escola publica consegue estudar, porque tem que trabalhar!
realmente, só entende quem convive de perto com o que realmente é dificuldade!
junho 2nd, 2009 at 9:56
graças a Deus msmo rafael. entoa nós vemos que o problema tem que ser resolvido mais embaixo ne?(nas escolas de ensino basico publicas) . compreendo que vc queira defender o que é melhor para vc.
junho 2nd, 2009 at 9:59
pelo menos tempo p entrar na internet vc tem de sobra ne:P
junho 2nd, 2009 at 16:34
pois é… nós temos muito tempo!
o que é melhor pra mim? é que eu não tenha mais que conviver com tanta desigualdade! Como resolver? Não sei.
Melhorar o ensino fundamental, para chegar no nível das escolas particulares? Não consigo ver um futuro onde isso seja possivel!
o que é melhor pra mim?
Se em 2010 o brasil esteja bem melhor para todos nós, e não em 2099 ( se hoje o problema ta desse tamanho, imagina daqui dez anos)
Por isso defendo medidas imediatas! “quem tem fome tem pressa”
E todos somos vítimas de um Estado insustentável!
Se não tivessemos que gastar tanto com segurança, combatendo o crime, sistema penitenciário… talvez sobrasse dinheiro para a educação! Isse entre outras coisas.
O problema é muito grande!
Sou estudante de direito, me preocupo com a sociedade como todo, gosto de pesquisar nessas áreas… e sim, tenho tempo para entrar na net, pesquisar e muito mais!
reflexão: No Brasil, se um dia o ensino publico for igual o particular, a grande maioria da classe média que com sacrificio ou não, consegue pagar pelos estudos dos filhos migrariam para estas escolas públicas… então, além de ter que melhorar muito as escolas que já temos, teria-mos que construir muitas mais!
A solução não está nas cotas, mas em um conjunto de ações positivas!
alguém sempre vai pagar… espero que assim como o lucro, também o prejuízo seja muito bem distribuído!
junho 2nd, 2009 at 19:02
O QUADRO DA UNIVERSIDADE PUBLICA NO BRASIL —- Nao ha vagas para todo mundo .
SOLUÇAO GENIAL—- Os ricos estudam os pobres ficam de fora.
viva a DEMO(ARISTO)CRACIA !!!!!!!!!!
junho 2nd, 2009 at 21:32
UMA HISTORIA QUE SE REPETE COTIDIANAMENTE NO BRASIL.
Era uma vez duas crianças, João e Fernado. Ambos nasceram no mesmo dia e no mesmo país.Joãozinho é pobre,negro,mora em uma favela, é filho de mãe sem pai e tem 4 irmaos. Em contra partida, Fernandinho é rico,branco(p/variar),mora em um apartamento de frente para o mar e pertençe a uma familia tradicional e estruturada.
Joãozinho , embora muito bebê é criado com suas irmãs mais velhas(creia, uma com 7 e outra com 9 anos), enquanto sua mãe trabalha como empregada e babá na casa de Fernandinho.Sua mãe preferiu VENDER seu carinho e amor materno que ver seus filhos morrerem de fome.Fernadinho estuda nas melhores escolas que o dinheiro pode pagar,faz curso de inglês,francês,fez pre-vestibular desde o 1º ano do ensino medio, estuda matéria isolada de todas as disciplinas nos melhores cursinhos, de modo que aprendia tudo por osmose(eita menino inteligente) sua vida era: ora comer,ora estudar ,ora balada, ora malhar. Enquanto que o pobre joãozinho se revesava em trabalhar de dia e estudar pela noite, estudou nas piores escolas que voces pedem imaginar. Em inglês estudou o verbo TU BE da 5ª ao 3 ano (rsrsrrs), em física foi velocidade média do 1ª ao 3ª ano do ensino medio(virei doutor em verbo tu be e em velocidade media) . Aprendeu a ler apenas na 5ª serie do ensino fundamental ( eita menino burro). Embora vivendo em uma favela ,creiam, nunca usou qualquer tipo de droga(diferente de Fernandinho, né Lorena ???)
No fim do 3 ª ambos fizeram o “DEMOCRATICO” vestibular da USP. E o que aconteceu??? Jãozinho não se esforçou o bastante,foi preguiçoso,incompetente, indolente e nao passou !!!! Já Fernandinho eita menino esforçado,dedicado passou em primeiro lugar. viva a democracia !!!!
Fernandinho se forma em medicina e se torna muito rico. Já Joãozinho desiste dessa vida de ser bonzinho e estudar e entra para a criminalidade e se tona o Joao do morro.
Em um belo dia quando fernado voltava de sua crinica, ao parar no sinal, joao do morro (o joaozinho) anucia o assalto : - mao pra cima, é um assalto……perdeu, perdeu pleyboy.
No outro dia a jornal anucia: Médico é morto após assalto….
Lorena, essa foi basicamente minha historia,a diferença é que eu passei no vestibular e para a felicidade de voces ricos, eu AINDA nao entrei para a criminalidade, digo ainda pq no dia em que eu entrar, vcs estaram em maus lençoes, pq ai vcs teriam um bandido que leu: Dante,sócrates,machiavel,rousseau,…
Repare só uma coisa Lorena,essas duas crianças nasceram com celebros identicos,com o mesmo potencial cognitivo,intelectual.mas uma desenvolveu esse celebro e a outra nao, e pq ? pq a mae de joaozinho nao teve DINHEIRO para coloca la em uma boa escola.
Nunca teremos um país justo socialmente enquanto tivermos escolas para quem é pobre e escolas para quem é rico.E vcs ricos conviverao constantemante com medo da nossa violencia.
a violencia é arma de nos pobres contra vcs ricos , e é a unica linguagem q vcs entendem.
enquanto voces ricos permanecerem nos excluindo desse bem chamado EDUCAÇAO ,o fantasma da violencia nao deixara vcs em paz. estamos nos matando aqui na favela lorena,mas nao morremos sozinho,somos uma grandefamilia, a sociedade morre coletivamente.
cotas é um paliativo e é um mal necessario. o q nao da lorena, é pra ficar esperando do lado de fora da universidade que a educaçao publica melhore. talvez quando nos pobres e negros estivermos na universidade publica ocupando a “vaga q hoje é de vcs”, talvez ai voces ricos q fazem a politica desse país pensem em melhorar a educaçao publica, para q as cotas sejam desnecessaria.
janeiro 16th, 2010 at 19:48
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QUE o governo invista na educação, querida.AO CONTRARIO DE VC ..N SOU REVOLTADA PQ N SOU RICA, N TENHO RAIVA DE QUEM EH RICO!!Sou tão pobre quanto vc(TALVEZ) e n precisei de cotas para passar na FEDERAL em um curso concorrido…e ja e
isso eh atestado de burrice!!
janeiro 24th, 2010 at 1:33
SENHORES, DESCULPEM-ME MAS ESTOU REPUBLICANDO MINHA OPINIÃO POR FALHAS DE DIGITAÇÃO NO POST ANTERIOR.
Nunca estudei em escola privada. Teho 48 anos e na miha época existiam pouco mais de cinco escolas particulares. A ganância de “professores-empresários”, apoiada pelo poder público, após o fim da ditadura militar (que Deus a tenha e jamais volte) tornou a rede privada de escolas um verdeiro absurdo.
Eles começaram de “fininho”, momtando cursinhos pré-vestibulares e depois perceberam que poderiam continuar exercendo suas funções no magistério - aliás a única carreira estatutária que permite esse tipo de canalhice - e cooptar os melhores e mais ricos alunos da rede pública para suas escolas, seja oferecendo bolsas integrais e/ou parciais.
Esse processo começou em meados dos anos 70 e hoje, mais de trinta depois, está se tentando frear esse processo que marginalizou as pessoas mais pobres que, àquela época, dividiam salas de aula com os as classes média e alta da sociedade.
Na realidade, a consequência foi nociva para todos, pois criou-se no Brasil uma segregação “branca”, não de etnia, mas de valores humanos. Eu me formei em letras, mas tive a oportunidade de ser colega durante o ensino fundamental/médio de notáveis, como atuais ministros do STF e STJ e até do atual governador do meu estado.
Em outras palavras, na escola vestíamos o mesmo uniforme, fazíamos as mesmas provas, brincávamos todos juntos no recreio e tínhamos os mesmos professores. Não se reparava se o colega era rico, pobre, branco, amarelo, japonês ou negro. Hoje compreendo que eu era pobre e alguns deles ricos ou de famílias tradicionais, mas atualmente é muito estranho ver o carro preto daquele ou daquela “autoridade” deixar seu filho nas melhores escolas da cidade, como se fossem verdadeiras celebridades. Estamos formando homens e não artistas. Naquele tempo, éramos todos alunos da rede estadual de ensino, manutenida com a arrecadação do imposto pago pelo povo brasileiro. Isso sim é salutar na formação da sociedade como um todo. A universidade, após o “antigo científico”, era uma questão de aptidão e dedicação. A grande lição de vida é que até hoje todos que se conheceram e estudaram naquela turma se reconhecem e se respeitam como ex-colegas de escola, não importa a etnia nem a classe social, entedem?
Percebam o que ocorreu nesses últimos trinta anos. O ensino tornou-se um “comércio” nocivo a todos e dividiu a sociedade em ricos e pobres e, consequentemente, veio à tona a intolerância. Os estudantes ricos acham-se mais inteligentes e esforçados e os pobres tornaram-se revoltados com o descaso do poder público e culpam “os brancos” ou “ricos” de impedirem a ascenção social.
Em vez de cotas o mais coerente seria refazer o caminho de volta aos anos 70 e fazer com que esses “professores-empresários” possam ver ruir seus “castelos de areia” e amargarem grendes prejuízos. Mais importante ainda. Voltassem a ser educadores e deixassem de lado a vida de mansões e carros luxuosos comprados com dinheiro “desviado” da contabilidade de suas escolas.
Regras claras e justas. Como? Simples.
Em 2012 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o 3º ano do ensino médio na rede pública;
Em 2013 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, os 2º e 3º anos do ensino médio na rede pública;
Em 2014 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o ensino todo o ensino médio na rede pública;
Em 2015 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e o 5º ano do ensino fundamental na rede pública;
Em 2016 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º e 4º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2017 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º e o 3º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2018 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º e o 2º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2019 - As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º, 2º e o 1º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2020 - As universidades públicas somente aceitariam alunos oriundos da rede pública.
Essa política precisaria ficar em vigor por um período não inferior a 10 anos, ou seja, até 2030. E por que? Para que a “máfia” dos cursinhos pré-vestibulares e escolas privadas que poderiam continuar funcionando normalmente, seguindo a sua própria lógica “comercial”, ou seja, preparando seus alunos para as universidades particulares, onde um curso de medicina não sai por menos de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).
Isso, sim, é justiça social, pois não há discriminação. Atualmente o pobre não pode cursar uma escola particular porque não tem dinheiro. Só lhe resta uma opção: a escola pública. Para o rico existem duas opções: a escola privada ou pública. Não é justo que o dinheiro possa comprar educação de qualidade. Isso é discriminação. Quanto as cotas para negros e índios, vamos esquecer que isso um dia já foi assunto no Brasil, pois quem não tem origem negra, tem origem indígena ou mestiça, concordam? Por acaso alguém conhece alguma comunidade no Brasil que proiba o casamento de descendentes de japoneses com descendentes de europeus? Isso é uma grande tolice.
Finalizando, em 2030 seria feita uma avaliação da qualidade do ensino público brasileiro e eu duvido que não tenhamos de volta filhos de médicos renomados, filhos de magistrados e sobretudo, futuros políticos que voltariam a conviver com pessoas simples, humildes e perceber um Brasil que elas jamais teriam a oportunidade de conhecer. Saber que existem pobres decentes, estudiosos, batalhadores, educados, gente boa…
Talvez até exame de admissão, em alguns casos, se faria necessário. Como no passado eu o fiz para ser admitido no renomado Atheneu Sergipense e como ainda hoje é necessário para cursos em escolas técnicas federais.
Somos 200 milhões de brasileiros e somos admirados no mundo inteiro pela nossa tolerância, pelo respeito que temos a todas as religiões, pela admiração que temos da culinária africana e indígena, pelo orgulho de torcermos pela melhor seleção de futebol do mundo. Vamos cantar forte o nosso hino nacional e procurar amparar os deficientes físicos, os nossos idosos, as nossas crianças, as nossa guerreiras mulheres e aos homens de bem que são a grande maioria deste país chamado BRASIL.
março 18th, 2010 at 14:24
Parabéns pelo discurso, Ronaldo. É muito bom ter pessoas com conhecinhento de causa opinando nesses debates.
março 18th, 2010 at 19:18
Pode-se afirmar que, o ingresso de estudantes oriundos das escolas públicas nas universidades federais e estaduais, por meio do sistema de cotas tem amparo legal e constitucional, uma vez que, segundo artigo 205 da constituição federal; a educação é dever do estado. Devendo ser efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; conforme o disposto no artigo 208 parágrafo V, ou seja, o estado dessa forma, estaria apenas tentando cumprir seu papel para com a grande maioria da população.
É preciso atentar para o fato de que, a partir do momento em que a universidade estabelece em seu edital um ponto de corte como critério de seleção e o candidato consegue superá-lo, fica evidenciado a capacidade desse vestibulando para ingressar na instituição, atendendo-se então o artigo citado anteriormente e assegurando-o o direito a pleitear uma vaga reservada aos cotistas, lembrando que, as vagas não ocupadas por cotistas são repassadas aos demais candidatos conforme a ordem de classificação.
Com tudo, o sistema de cotas não deve ser tomado como uma solução definitiva, e sim, como um paliativo para atender de forma imediata aos anseios dos alunos prejudicados pela falta de atuação do poder público na educação de base e a sociedade na condição de co-responsável precisa se unir e exigir as melhorias necessárias para o sistema público de ensino, ressalvando ainda que, a população não deve se preocupar com a qualidade do profissional formado já que a universidade atua como uma “peneira” que aprova só os mais esforçados e que maus profissionais já existiam mesmo antes das cotas, já que esse é um fator mais pessoal.