Câmara aprova lei de cotas em universidades para alunos de escolas públicas

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (20), um projeto que reserva metade das vagas em universidades públicas federais, vinculadas ao Ministério da Educação, para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.

Dentro desta cota, haverá ainda subcotas para beneficiar negros, indígenas e estudantes de baixa renda. O projeto segue para votação no Senado. Segundo o texto, as universidades teriam quatro anos para se adaptar às cotas.

A divisão destas cotas será feita de acordo com o percentual de negros, pardos e índios encontrados na população do estado em que está a instituição de ensino. Em um estado, por exemplo, que tenha 20% de negros, pelo menos 20% das vagas reservadas a escolas públicas terão de ser ocupadas por negros.

O projeto aprovado pela Câmara também reserva as vagas para as escolas técnicas federais de nível médio. Neste caso, para serem beneficiados pelas cotas os alunos tem de ter cursado integralmente o ensino fundamental em escola pública. Nestas escolas também serão observadas as subcotas, como acontecerá com as universidades.

Uma outra subcota reserva metade das vagas de escola pública para os estudantes que tem renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo. O deputado Paulo Renato (PSDB-SP) afirma que este será o critério mais eficiente na redução da desigualdade. “Todos os dados têm dito que é a situação de renda da família que determina o desempenho diferencial entre os estudantes sistemas de ensino”.

O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), acredita que o projeto será capaz de melhorar as condições de acesso dos mais pobres às universidades públicas e eliminar diferenciações raciais. “O projeto revoluciona o acesso ao ensino público superior no país. A Câmara hoje marca uma mudança na historia do acesso ao ensino publico superior”.

Além de tornar obrigatórias as cotas para as universidades públicas federais, o projeto abre a possibilidade de que as universidades privadas adotem cotas na forma desta lei.


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Comentários

  • Universitário disse:

    absurdo isso!
    quem quer realmente passar tem mais é que se esforçar, estudar, se ferrar pra conseguir o que quer. Não é dando uma quantidade definida de vagas para uma parte da sociedade que se melhora a educação. Isso também vai ser um problema não só para os professores mas também para os alunos que vão ter que aguentar dúvidas de pessoas que vez por outra não teriam a qualificação intelectual para estar ali, isso passa a atrapalhar o andamento e desenvolvimento de uma turma e faz o professor perder tempo explicando coisas que se aprende muito antes da faculdade. O fato é que isso visa maquiar a desigualdade existente, porque se fosse para melhorar a educação no Brasil, seria investindo pesado nas escolas e qualificação dos professores, aplicando as punições devidas àqueles que não cumprissem a norma da instituição ou que visasse apenas destruir o patrimônio construído.

    Brasil tem muito a melhorar e continua caminhando para o caminho contrário.

  • Renato Nunes disse:

    Acho isso uma babaquice!
    Olha, eu sou contra qualquer forma de discriminação racial.
    Mas isso que estão fazendo é uma discriminação contra os próprios negros, como se eles fossem inferiores e precisassem de cotas pra entrar.
    E isso não é verdade.

    PORQUE ELES NÃO MELHORAM O ENSINO DA REDE PUBLICA??!!!

    Isso é uma idiotice!!!
    E deveriam consultar a população brasileira também!
    É uma vergonha! Quer dizer que se eu quiser concorrer uma vaga na universidade, as minhas chances de entrar vão diminuir em 50%?
    Deve entrar quem tem capacidade de entrar!
    Desse jeito a discriminação racial vai aumentar cada vez mais…
    Tomara que essa mudança dê problema! Torço pra que dê tudo errado!

  • um cotista de arquitetura UFPE disse:

    Bando de misseráveis!!! filhinhos de papai, que passaram a vida inteira estudando nas melhores escolas do país.Que aprenderam os assuntos por osmose. Estão tremendo as pernas ao verem as vagas que historicamente roubam da população esvaindo-se de suas garras.
    PORQUE SERÁ QUE VOCES NAO REIVINDICAM UM ATENDIMENTO EM UM POSTO DE SAÚDE DO SUS ??? OU UMA VAGA NA ESCOLA ESTADUAL DO MORRO DO VIDIGAL??? VÃO LÁ PÔ …ELA É PAGA COM OS IMPOSTOS DE VOCES.VÃO LÁ EXPULSAR OS POBRES, OS NEGROS.
    É amigos ….a Universidade pública nesse país é um dos poucos serviços (prá não dizer o único)que é PÚBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE. E vcs ricos se apoderam da instituiçao como se fossem donos dela.
    É injusto que a universidade seja financiada por todos(pobre tb paga impostos)é seja usufruida apenas por uma parcela da populaçao(os ricos)a menor dela por sinal.
    estude onde eu estudei,more na favela em que nasci,e depois diga:”Deve entrar quem tem capacidade de entrar!”
    o vestibular pra mim foi injusto, anti-democratico, uma luta desleal……Davi contra Golias…e eu tive a felicidade de vencer..mas meus irmãos e centenas de jovens QUE CONHEÇO não estão tendo a mesma sorte que eu tive….e hoje estão aí assaltando um de voces q roubaram um dia a vaga deles.
    ” A violência é a arma dos pobres” ………depois não venham fazer passeata pela paz.!!!!
    Torço para que isso dê certo.

  • um cotista de arquitetura UFPE disse:

    nunca conheci um pobre ou um negro, se sentir “descriminado”com essa medida….mas já estou cansado de ouvir ricos e brancos falarem isso!!!!

    é bando de sanguissugas!!!!!! a farra de vcs está prestes a acabar.

    é Renato Nunes , CONCORDO PLENANA MENTE COM VC A POPULAÇÃO DE FATO PRECISA SER OUVIDA!!!!
    QUE ACONTEÇA UM REFERENDO………rsrsrsrsrsrs….que vença a maioria…..rsrsrsrsr……OS PEBRES???

  • um cotista de arquitetura UFPE disse:

    E essa palhaça aí , com o cartaz: QUER UMA VAGA? ,PASSE NO VESTIBULAR !……Estuda onde estudei, e diga isso!!!
    Certamente nunca passou o dia com fome na universidade, ou num teve que ir a pé para a universidade…nasceu em berço de ouro..passar no vestibular é pra vcs é uma obrigação!!!

  • Universitário disse:

    Não tiro tua razão cotista, o que quero dizer é que uma medida dessa sem outra paralela que realmente vise melhorar o ensino público é um assalto a quem estudou. Vale ressaltar que nem sempre quem estuda em escola particular é filhinho de papai. Estudei em escola pública a maior parte da minha vida e continuo discordando com essa medida. Pare para analisar e veja que isso é uma forma de maquiar o que de fato existe na educação do Brasil, e não é dando vagas a alunos de escolas públicas que o nível de instrução vai melhorar. Se eles quisessem de fato melhorar a educação, investiriam em melhorar a instrução da rede pública.

  • Thiago disse:

    Realmente “cotista de arquitetura da UFPE” é uma “descriminação” ou seria discriminação?
    Quem é contra é “sanguissuga”?? Poxa estudei em escola pública toda a minha vida mas tive a oprtunidade de aprender que sangue é com ‘E’.

    Você não sabe nem escrever e se acha no direito de fazer um curso superior, que como o próprio nome já diz é superior, requer um nível de instrução maior.

    Não sou rico, não nasci em berço de ouro, sou pobre, mas passei pra universidade mesmo assim. Discordo dessa medida pelo simples fato de achar que “o buraco é mais embaixo”. A falha está na base no ensino fundamental precário em nossas escolas aí está a falha.
    Colocar gente despreparada dentro da universidade só vai piorar a qualidade dos profissionais do nosso país e de nossos cursos superiores.

  • Marilia disse:

    Essa atitude demonstra mais uma vez uma tentativa do governo de “empurrar com a barriga” o deplorável problema da educação no Brasil. Essa solução só visa a recompensa imediatista. De que adianta as cotas se, dentro da universidade, a maioria destes que passaram apenas por esse sistema de cotas, SEM ESFORÇO INDIVIDUAL, não vai conseguir acompanhar o curso? Das duas, uma: Ou o ensino das Universidades vai abaixar o nível para esses alunos conseguirem acompanhar, ou estes vão reprovar o curso. A solução é investir no ensino BÁSICO da educação pública, direito este que todos temos, uma EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE, independente da renda ser alta ou baixa. Esse sistema de cotas não resolverá em nada o problema, só gerará muita polêmica e, com certeza, aumentará o preconceito racial e monetário.
    Cotas de 50% das vagas vão fazer com que notas muito baixas sejam aprovadas no vestibular. Isso contraria a doutrina das universidades que querem apenas os melhores, os mais esforçados.
    Nesta nova lei percebemos nitidamente as várias divergências e contradições

  • eduarda disse:

    Negros e brancos, pobres e ricos, todos sao iguais, todos tem a mesma capacidade de pensar e raciocinar! A maior diferença entre as pessoas do Brasil é de onde vem o ensino delas! As escolas públicas daqui nao sao boas, nao preparam ninguem, fazendo com que pessoas que nao possam pagar escolas particulares, se prejudiquem por causa da condiçao precaria do ensino das escolas publicas, que nem preparar o aluno pro vestibular, prepara! O governo deveria investir no ensino da rede pública, igualando o nivel das escolas particulares para que todos possam disputar suas vagas na universidade, de igual para igual com os mesmos direitos, e com isso a educaçao do Brasil começará a melhorar cada vez mais!!!

    descordo totalmente com essa nova lei

  • Eduarda disse:

    Concordo plenamente com essas cotas. Sim, todos somos iguais e temos capacidades que podem se igualar, independente se somos brancos, negros, pobres ou ricos. O que muda é realmente a qualidade do estudo. Por exemplo, as escolas estaduais e municipais brasileiras ainda tem muito o que melhorar, mas todos nós podemos nos esforçar, porque se queremos, normalmente conseguimos. Então, eu, que estudo em escola particular, concordo com essas cotas porque tenho capacidade de passar em um vestibular,e não sou egoísta para pensar que posso perder minha vaga por alguém que usará as cotas para passar. EU TEREI CAPACIDADE, E SE NÃO PASSAR, A CULPA NÃO É DE QUEM UTILIZA AS COTAS, MAS MINHA, POR CAUSA DA FALTA DE ESTUDO. Deixem de ser egoístas, desse jeito vão pensar que todos os alunos de escolas particulares são assim, e não são. Deveríamos nos mostrar maduros quanto a esse assunto, e não querer disputar a vaga com uma pessoa que, por culpa do Governo Federal e Estadual, teve bem menos chances de estudar que nós. As cotas vieram para excluir o preconceito e mostrar que todos somos iguais, ou vocês acham que um índio passa facinho, facinho num vestibular de uma Universidade Federal? Pensem em vocês passarem, não nos outros. Pode ter certeza que se tu estudar, vai passar, independentemente de existirem ou não cotas universitárias.

    TORÇO MUITO PRA QUE ESSE PROJETO DÊ CERTO !

  • ana disse:

    COTAS SIM!!!! não é um capricho, e sim uma necessidade!!!

    aluna COTISTA de medicna,IPe!

  • Arthur disse:

    O PESSOAL COTISTA QUE ME PERDOE!!! (ME PERDOE TAMBEM PELO PALAVRIADO)
    Mas essa lei a uma das maiores palhaçadas(PRA NUM DIZER OUTRA COISA) que esse governo ja fez!!!!
    Esse pessoal tem mais e que larga de se retardado e ao invez de ficar fazendo essas porcarias, deveriam investir as verbas nos colegios publicos que e onde realmente importa! melhorar a educaçao publica!
    Os colegios publicos ja foram melhores que os particulares !
    Se o governo continuar a faze isso vamos estar colocando pessoas de certa forma incapacitadas nas faculdades ,tentando conserta um ensino precario inteiro nas faculdades e isso nao e eficiente!
    Acredito que todos tem a mesma capacidade intelectual e ,com todo o respeito, devemos colocar os que estao realmente usando essa capacidade ao inves de colocar os que nao se esforçao na faculdade e depois no mercado de trabalho.
    Essas cotas tambem sao um modo de discriminaçao se vc for analizar direito. Os negros, pardos e indios estgao recebendo maiores beneficio que os brancos e orientais que estudam nas mesmas escolas. isso é o mesmo que dizer que essas pessoas são inferiores às outras e precisam de ajuda,isso é ridículo!Todos estão lutando por igualdade e por um país sem descriminação não é?Então comecem melhorando o ensino publico, estabeleçam igualdade entre todos sem dar benefícios injustos e descriminatórios!!
    VAMOS PENSAR UM POUCO E VER ONDE REALMENTE O GOVERNO DEVERIA ESTAR INVESTINDO RECURSOS E CRIANDO LEIS!!
    ACREDITO QUE ESSAS COTAS ALEM DE “INUTEIS” SAO UMA FORMA DE DISCRIMINAÇAO.

  • Andrea disse:

    Acho essas cotas importantissimas, não é só porque não vão pagar a universidade, mais sim porque é um ensino de qualidade reconhecido no mercado de trabalho, tenho minha filha que pretende cursar direito em uma faculdade publica, hoje em dia ela estuda em colegio do estado e tenho a total ciencia que o estudo não é o mesmo que uma amiga que estudo num colegio pago, então é problema racial ?? A questão não é passar somente no vestibular e sim PAGAR as universidades neste período inteiro…Será que essa adolescente tem noção da placa que ela coloca no peito e se sente gente grande?!?!? Onde será que estão os pais dela!??!?! Incrivel como os nossos jovens estão cada vez menos inteligentes…..

  • um cotista de arquitetura UFPE disse:

    companheiros e companheiras:

    O FEOP/UFPE- Forum de Estudantes de Origem Popular da UFPE, realizará um Manifesto em favor das cotas,na reitoria da UFPE já que nosso Reitor Amaro Lins, presidente da ANDIFES, deu um parecer contra a Lei das Cotas.
    Na ocasião iremos mobilizar toda a sociedade excluida do ensino publico.Sindicatos,Etudantes Secundaristas,alunos do CEFET-PE, SENAI-PE,MSU-Movimento dos Sem Universidade,Conexões dos Saberes,Educasionistas, seu Zé , Dona Maria,Uma multidão tomará o campus da ufpe reclamando que a universidade seja devolvida ao povo.aguardamos um parecer do senador Cristovam Buarque, e da senadora Serys(relatora do PL)e a confirmação da presença de alguns deputados.
    Reivindicaremos uma POLITICA DE ACESSO E PERMANENCIA na universidade.

    “Universidade Publica, os pobres pagam, os ricos estudam”.

    segestões e informações
    Mário César Ramos
    (081) 8614-6328

  • Nao interessa disse:

    Meu caro cotista, se vc nao tem capacidade de passar no vestibular sem uma dessas, vc eh apenas mais um incapacitado que a federal ira formar por conta desse sistema absurdo de cotas, conheco muitas pessoas que eram pobres, estudaram por bibliotecas publicas e passaram, se vc acha essas cotas certas, e eh COTISTA, vc eh um incompetente e incapaz, eu pelo -, passei por meios licitos, e, sinceramente, se os negros nao se sentem discriminados, estao assinando o atestado de incapacidade, particurlamente, eu ralei pra passar e to ralando pra me formar, e, pode ter certeza, qualquer um que entre por cotas, eu chamo de incapaz e incompetente, pq, isso chama-se desigualdade, se a escola publica nao funciona, nao eh por culpa minha, pq eu tb pago meus impostos, e nao adianta o povo pobre gostar do lula pq ele “ferra com os ricos”, sinceramente, eh pensamento ignorante.

    Mais uma vez reitero, rico ou pobre, entre pelos meios certos, sem cotas, afinal, se a escola publica nao funciona, eh pq vcs nao vao buscar qualidade, pq vcs nao fazem movimento, sao todos acomodados, eu sinceramente estudei numa particular e vo ralar pra meu filho estudar numa, eu pago meu plano de saude pq sei como eh o SUS, se vc rala pra ir no SUS, agente rala pra pagar particular, nao va desmerecer o esforco, se vc nasceu assim foi por ocasiao do destino, nao venha se queixar da sociedade pela sua condicao de vida, quando o maior problema e de quem ta no governo, dando bolsa esmola e incentivando o povo a ter filho de bolo pra trabalhar feito peao e os “inteligentes” vao gastar o dinheiro todo com cachaca, faça-me o favor.

  • um cotista disse:

    “Em nenhum outro país os ricos demonstram mais ostentação que no Brasil. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. São pobres porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus de subúrbio. E, às vezes, são assaltados, seqüestrados ou mortos nos sinais de trânsito. Presenteiam belos carros a seus filhos e não voltam a dormir tranqüilos enquanto eles não chegam em casa. Pagam fortunas para construir modernas mansões, desenhadas por arquitetos de renome, e são obrigados a escondê-las atrás de muralhas, como se vivessem nos tempos dos castelos medievais, dependendo de guardas que se revezam em turnos.
    Os ricos brasileiros usufruem privadamente tudo o que a riqueza lhes oferece, mas vivem encalacrados na pobreza social. Na sexta-feira, saem de noite para jantar em restaurantes tão caros que os ricos da Europa não conseguiriam freqüentar, mas perdem o apetite diante da pobreza que ali por perto arregala os olhos pedindo um pouco de pão; ou são obrigados a restaurantes fechados, cercados e protegidos por policiais privados. Quando terminam de comer escondidos, são obrigados a tomar o carro à porta, trazido por um manobrista, sem o prazer de caminhar pela rua, ir a um cinema ou teatro, depois continuar até um bar para conversar sobre o que viram. Mesmo assim, não é raro que o pobre rico seja assaltado antes de terminar o jantar, ou depois, na estrada a caminho de casa. Felizmente isso nem sempre acontece, mas certamente, a viagem é um susto durante todo o caminho. E, às vezes, o sobressalto continua, mesmo dentro de casa.
    Os ricos brasileiros são pobres de tanto medo. Por mais riquezas que acumulem no presente, são pobres na falta de segurança para usufruir o patrimônio no futuro. E vivem no susto permanente diante das incertezas em que os filhos crescerão. Os ricos brasileiros continuam pobres de tanto gastar dinheiro apenas para corrigir os desacertos criados pela desigualdade que suas riquezas provocam: em insegurança e ineficiência.
    No lugar de usufruir tudo aquilo com que gastam, uma parte considerável do dinheiro nada adquire, serve apenas para evitar perdas. Por causa da pobreza ao redor, os brasileiros ricos vivem um paradoxo: para ficarem mais ricos têm de perder dinheiro, gastando cada vez mais apenas para se proteger da realidade hostil e ineficiente.
    Quando viajam ao exterior, os ricos sabem que no hotel onde se hospedarão serão vistos como assassinos de crianças na Candelária, destruidores da Floresta Amazônica, usurpadores da maior concentração de renda do planeta, portadores de malária, de dengue e de verminoses. São ricos empobrecidos pela vergonha que sentem ao serem vistos pelos olhos estrangeiros.
    Na verdade, a maior pobreza dos ricos brasileiros está na incapacidade de verem a riqueza que há nos pobres. Foi esta pobreza de visão que impediu os ricos brasileiros de perceberem, cem anos atrás, a riqueza que havia nos braços dos escravos libertos se lhes fosse dado direito de trabalhar a imensa quantidade de terra ociosa de que o país dispunha. Se tivesse percebido essa riqueza e libertado a terra junto com os escravos, os ricos brasileiros teriam abolido a pobreza que os acompanha ao longo de mais de um século. Se os latifúndios tivessem sido colocados à disposição dos braços dos ex-escravos, a riqueza criada teria chegado aos ricos de hoje, que viveriam em cidades sem o peso da imigração descontrolada e com uma população sem miséria.
    A pobreza de visão dos ricos impediu também de verem a riqueza que há na cabeça de um povo educado. Ao longo de toda a nossa história, os nossos ricos abandonaram a educação do povo, desviaram os recursos para criar a riqueza que seria só deles, e ficaram pobres: contratam trabalhadores com baixa produtividade, investem em modernos equipamentos e não encontram quem os saiba manejar, vivem rodeados de compatriotas que não sabem ler o mundo ao redor, não sabem mudar o mundo, não sabem construir um novo país que beneficie a todos. Muito mais ricos seriam os ricos se vivessem em uma sociedade onde todos fossem educados.
    Para poderem usar os seus caros automóveis, os ricos construíram viadutos com dinheiro de colocar água e esgoto nas cidades, achando que, ao comprar água mineral, se protegiam das doenças dos pobres. Esqueceram-se de que precisam desses pobres e não podem contar com eles todos os dias e com toda saúde, porque eles (os pobres) vivem sem água e sem esgoto. Montam modernos hospitais, mas tem dificuldades em evitar infecções porque os pobres trazem de casa os germes que os contaminam. Com a pobreza de achar que poderiam ficar ricos sozinhos, construíram um país doente e vivem no meio da doença.
    Há um grave quadro de pobreza entre os ricos brasileiros. E esta pobreza é tão grave que a maior parte deles não percebe. Por isso a pobreza de espírito tem sido o maior inspirador das decisões governamentais das pobres ricas elites brasileiras.
    Se percebessem a riqueza potencial que há nos braços e nos cérebros dos pobres, os ricos brasileiros poderiam reorientar o modelo de desenvolvimento em direção aos interesses de nossas massas populares. Liberariam a terra para os trabalhadores rurais, realizariam um programa de construção de casas e implantação de redes de água e esgoto, contratariam centenas de milhares de professores e colocariam o povo para produzir para o próprio povo. Esta seria uma decisão que enriqueceria o Brasil inteiro – os pobres que sairiam da pobreza e os ricos que sairiam da vergonha, da insegurança e da insensatez.
    Mas isso é esperar demais. Os ricos são tão pobres que não percebem a triste pobreza em que usufruem suas malditas riquezas”.

    Minha alegria é ter a certeza, que voces ricos nunca viverão em paz em quanto houver desingualdades sociais,A violência é a arma dos pobres, e, é a única linguagem que voces entendem!! Voces nao querem nos ver na universidade, mas certamente nos verão nos sequestros, assaltos, nos sinais de transito, etc. se eu fosse voces optaria em encontrar com os pobres na universidade !!! mas a escolha é de voces.

  • Arthur disse:

    Esses dois discursos (de cotistas e não cotistas) estão sendo exagerados e não se esta chegando a lugar algum com eles
    O GOVERNO CRIOU TAIS COTAS PARA NÃO SEREM OBRIGADOS A INVESTIREM ONDE REALMENTE IMPORTA, E USAR AS UNIVERSIDADES PARA CORRIGIR UMA VIDA DE (vc’s sabem que eu estou falando a verdade caros cotistas) ENSINO PRECARIO.
    Então, ao invés de ficarmos nos confrontando e nos desviarmos, (de maneira inconsciente, tentando mostrar que tem razão) do que realmente são essas cotas, devemos parar com isso e ir exigir do governo uma educação publica de alta qualidade.
    eu não sou cotista e realmente adoraria ver (como em comentários de cotistas anteriores já feitos) pessoas menos afortunadas, nas universidades junto com quem esta lá porque estudou para estar lá, porque também o fez.
    Acredito que podemos, se juntos trabalharmos, obter um ensino publico de qualidade. onde não seja mais necessário as cotas.
    PERGUNTO AOS COTISTAS QUE ENTRAO NESSE SITE SE PREFEREM AS COTAS OU UM ENSINO PUBLICO DE QUALIDADE CAPAZ DE ELIMINAR A NESCESSIDADE DESSAS COTAS?????

  • rafael disse:

    Acho que uma coisa que poucos avaliam é: Pra quem é a escola pública? Porque o cara que estudou a vida toda em particular, na hora de fazer curso superior, escolhe uma pública? Alguém acredita que hoje, a Faculdade Particular é inferior a Pública? Se não, porque o cara que passa no vestibular de uma particular, não consegue passar em uma pública?

    Por causa da concorrência, não é?

    Isso quer dizer que ao final do curso, qualquer um que se formou na pública, será melhor que qualquer um que saiu da particular?

    Se não… Aí nós temos um problema!

    Porque se o baixa renda da escola publica não passar em uma publica, ele não tem outra chance, pois não pode pagar uma particular, com agravante de que em qualquer dos casos, ele terá que trabalhar durante o dia… Aí já é o fim!

    Enquanto que, a classe média que quer fazer medicina, direito, odontologia… vai fazer um cursinho e tem grande chance de conseguir, e na pior das hipóteses, vai fazer um curso menos concorrido ou em uma particular…

    O baixa renda vai ter que se contentar com o segundo grau, não porque é burro, mas porque não pode pagar…

    Até a 8º série, eu era um dos melhores de minha sala, comecei a trabalhar e no segundo grau tive muita dificuldade, sempre estava sonolento… Ônibus lotado, má alimentação, entre outras coisas…

    Consegui passar em um concurso pra trabalhar em uma empresa federal (mesmo não sendo tão “inteligente”), a renda melhorou, e hoje estudo Direito em uma particular, não tentei uma publica porque não tem em minha cidade, mas pagaria cursinho e tentaria, antes não poderia pagar e com todas as dificuldades, sei que não possuía conhecimento suficiente, mas hoje sei que mesmo em uma particular eu posso ser tão bom profissional quanto alguém que se formou na USP. Mas, melhor seria se eu não precisasse trabalhar, mas ai já seria pedir demais não é?

    O Brasil é de todos, queremos uma melhor distribuição de renda, e isso implica em agradar a muitos, deixarem uns poucos menos contentes e esperar que no futuro todos vejam que foi bom!

  • rafael disse:

    Arthur.

    O dia em que o ensino publico for igual, ou melhor, do que o particular, qual será o perfil de quem estuda e qual delas? Quem vai estudar nas particulares se as publicas forem iguais? Toda classe média migraria para as publicas, e precisaríamos de quantas escolas a mais? Rs… Difícil acreditar nisso não é?

    Ai teria que ter cotas nas escolas fundamentais também… rs

    O vestibular só é tão difícil porque as vagas são poucas, sendo que nas particulares sobram vagas!

    E se é tão concorrido, é muito mais fácil um cara que passa o dia estudando passar do que um que tem que trabalhar em um lava rápido e estudar a noite, que nem computador tem em casa…

    Temos que equilibrar essa balança, e tem que começar de alguma forma!

  • um cotista de arquitetura disse:

    parabéns rafael !!!!!

    o maior beneficio que essa lei trará é mudar a cabeça da populaçao pobre, que ver a universidade como algo exclussivo dos ricos.

    voce Rafael, é a prova do esforço e da coragem que inexiste nos jovem “filhinhos de papai “, que nasceram em berço de ouro.

    torço por vc Rafael!!!
    “Colocai um freio ao avarento egoísmo dos ricos; tirei-lhes o direito do açambarcamento e monopólio”
    (Thomas Morus)

    Abraços esperançosos

  • natalia disse:
  • rafael disse:

    Natália.

    Eu também sou a favor do vestibular. No entanto, estamos falando de estudantes de baixa renda, baixa mesmo, um salário minimo e meio. Não sei se vc convive com pessoas dessa classe social, porque só assim pra entender a dificuldade que essas pessoas encontram para estudar.

    Para se ter uma idéa, tem crianças que vão a escola só pela merenda, porque em casa a alimentação é escassa. Da pra acreditar nessa realidade?

    obs: Má alimentação prejudica o desenvolvimento, causa falta de atenção entre outras coisas! Vc pode até condenar a falta de responsabilidade dos pais, mas as crianças são inocentes (como esses pais, provavelmente foram um dia)

    depois de tudo isso, chega um tempo em que essa crianção, agora adolescente, tem que correr atras de um emprego… ai já viu não é, essa provevelmente será a prioridade na vida dele.

    Mas não se preocupe, ainda assim, pode considerar que um cara que teve essas condições precarias e ainda conseguir passar em um vestibular da USP, mesmo que seja por cotas, pode ser considerado quase um gênio…rs

    Não é qualquer um que vai passar por cotas, apenas os mais esforçados!

    E fico muito feliz, porque com isso, percebe-se que o interesse dos alunos dessa classe pelos estudos tem aumentado muito, pois antes eles nem cogitavam a idéia de curso superior, mas hoje podem ver uma luz!

    é bem diferente do aluno que cresce com a certeza de um dia se fornar em uma faculade, e a maioria dos meus amigos sabe, que ainda que não passem em uma federal, os pais vão segurar as pontas e bancar uma particular… esse cara dificilmente terá dificuldades na vida!

    já o outro não, ou aproveita essa oportunidade, ou segue a direção de seus pais, em um circulo vicioso que passara para seus filhos e ai por diante…

    entenda Natália, é um problema social que pode ser considerado prioritário, pois as soluções de longo prazo, ainda que necessárias, e acredito estão sendo tomadas… exigem muito mais recursos, profissionais e tempo, sendo que temos pressa em melhorar o nível de nosso povo!

    Infelizmente, como quase sempre acontece, a classe média é quem vai ter que dividir o espaço, pois os verdadeiros ricos não precisam disputar vagas nas federais, pois podem estudar nas melhores faculdades do pais ou até no exterior…rs

    Não existe mudança sem revolução, e alguém sempre sai descontente.

    O pais está crescendo, e com ele seu povo precisa crescer!

    tem muita gente criticando o ProUni por suas falhas… mas não vê que tem muito mais gente que realmente precisa, sendo beneficiada, do que os aproveitadores!

    Estamos buscando soluções! É isso, ou dexar tudo como está, durante muito tempo foi assim… até que a sociedade entre em colápso, cada vez mais favelas, cada vez mais filhos abandonados, marginalizados, cada vez mais violência, cada vez mais pobres e manos ricos!

    insustentável!

  • Preoculpado com o racismo no Brasil disse:

    Quando grupos se organizam, sejam eles de origem branca ou negra, como já foi visto em todo o período da história da humanidade, o que isso origina; no final é o surgimento como na Europa do século XX grupos Nazi-fascistas, ou no final do século XIX grupos que defendiam a moral e os bons costumes dos EUA. E vimos surgir o Eugenismo como a verdade.
    No Brasil até se procurou no final da segunda guerra mundial uma sociedade justa e igualitária racialmente.
    O Brasil não tem problemas raciais crônicos como na Europa e EUA. O que tem aqui é a falta do debate real sobre os problemas que atingem a nossa sociedade, que é a falta de coragem de promover uma revolução democrática, não só na política, mas sim uma democracia social, fazer reforma agrária, melhorar a distribuição de renda, fazer escolas públicas de qualidade.
    Não podemos esquecer se um grupo seja ele qual for ver os seus interesses agredidos vão se organizar e identificar o seu provável inimigo, aquele que o impede de ter acesso as universidade por ser branco, mesmo que ele tenha tirado uma melhor nota no vestibular.
    Os políticos que não estão atento a essa possível realidade em busca de votos aprovam leis sem levar em conta muitos fatos históricos do passado recente da historia humana.

  • rafael disse:

    Eu também me preocupo…

    Mas me preocupa muito mais a idéia de deixar tudo como está, do comodismo.

    o brasil não tem problemas criticos de racismo, porque os racistas daqui são bem discretos, e sinceramente, não sei se devemos nos preocupar com isso…

    pois se aqui não existe o conflito, também não ha avanço considerável! O contrario dos EUA, onde ha o conflito, porém, os negros de lá, não como os daqui… e parecem estar muito mais avançados! Mas isso não acontece apenas com os negros, toda a sociedade norte americana está a nossa frente, descontando os contras.

    Eu sei de uma coisa, aqui os negros foram abandonados, livres, mas regeitados pela sociedade, analfabetos e marginalizados… e essa corrente ainda se arrasta pelas gerações, e no rítmo em que anda, deve durar muito mais!

    Mas eu quero mesmo é falar sobre toda a pobreza no brasil, não só a do negro! E eu até admito que as cotas sociais são menos afrontativas, e que isso deve ver acompanhado de melhorias no ensino público fundamental (o que é dificil acreditar! Quem sabe daqui uns 50 anos…rs)

    porque que existe o MST?

    será um mal necessário?

    já que o governo não consegue cumprir sozinho a promessa de reforma agraria?

    quem mora proximo do interior, sabe o que está acontecendo: Os grandes fazendeiros estão monopolizando agricultura, os pequenos estão vendendo suas propriedades e quase não se vê familias morando em sitio!

    Da pra ter idéia do impácto social que isso vai causar não é? fora o impacto ambiental ( o mundo vai acabar mesmo…rs)

    Pois é… as questões são muitas, e complicadissimas!

    Temos muito protesto e pouca proposta! (pelo mesnos viáveis)

  • natalia disse:

    rafael…
    AGORA SÓ POR CAUSA DISSO OS POBRES NAUM TEM CAPACIDADE DE FAZER UMA PROVAA???

    AH ME POUPE, TODOO MUNDOO TEM CEREBROOO PRA PENSSAR :”RICO,POBRE,NEGRO,BRANCO E ETC…”

    VEIII… SE A PESSOA ESTUDA ELA VAII LONGEEE!!!!

    ISSO É O Q EU ACHOO!!!!

  • rafael disse:

    rs…

    Ta bom “veiii”… considere-se poupada!

    Sinta-se livre da obrigação do entendimento!

  • JOSE DE JESUS disse:

    ENTENDO QUE UMA DAS FORMAS DE TORNAR O PAÍS IGUAL PARA TODOS É CUIDANDO DA DESIGUALDADE EXISTENTE ENTRE RICOS POBRES, AS COTAS, VEM JUSTA E OPORTUNAMENTE NIVELAR ESTA DIFERENÇA EXISTENTE, PELO MENOS COM RELAÇÃO AOS CURSOS SUPERIORES, E VOU ALÉM, CREIO QUE SERIA AINDA MUITO BOM QUE AQUELES QUE PAGARAM ESCOLAS CARAS PARA QUE SEUS FILHOS FIZESSEM O ENSINO MÉDIO MUITO BOM DEVERIAM PAGAR TAMBÉM PARA ESTUDAR NO ENSINO SUPERIOR.

  • lorena disse:

    esse é um dos casos revoltantes em que não se dá nem vontade de falar alguma coisa. Esse sistema de cotas (ainda por cim de 50%) trata-se de uma discriminação contra a demais parcela da população. quanto ao argumento de dívida social: eu nunca escravizei ninguem; o Brasil é um país totalmente miscigenado e, portanto, praticamente toda a população tem sangue de negro, de índio e de branco; eu não tenho culpa de não ter nascido negra; isso é uma discriminação com os brancos.
    quanto ao argumento de igualização social: essa lei trata-se de uma total maquiagem da rela situação e só levará o país a se afundar ainda mais e a aumentar o problema educacional; claramente, o problema encontra-se na péssima qualidade do ensino básico público e o governo, com essa lei, só está pensando em ganhar votos , esconder o desvio de verbas da educação para suas contas bancárias e evitar investir na educação básica pública tomando, então, uma medidaque dá “menos trabalho”, imediatista e que “cala os olhos” dos mais ignorantes.
    essa lei de cotas é um absurdo enorme, um “enchimento de lingüiça” e uma máscara no buraco da educação brasileira. colocar cotas para distinguir cor de pele dos seres humanos é o mesmo que dizer que os negros não são capazes e que são diferentes intelectualmente, além de ser contraditório, pois ao se favorecê-los está fazendo-se uma desigualdade.
    o sistema de cotas é um escândalo e uma vergonha na educação do país e acabará por criar verdadeiras carnificinas entre a parcela da população que irá disputar o restante das vagas delimitadas {aos discriminados, brancos).
    sentença: sou branco.

    sem falar na entrada de pessoas desqualificadas para freqüentar um ensino de superior qualidade, favorecendo a formação de futuros engenheiros que derrubarão prédios e futuros açougueiros de carne humana.
    vergonha e injustiça social.
    Brasil: um país de poucos.
    nunca vi em nenhum livro algo mencionando diferença intelectual motivada pela cor da pele.

  • lorena disse:

    sem falar que a mensalidade de uma escola de ensino médio é um pouquinhoo diferente de uma mensalidade de faculdade de medicina, por exemplo! meus pais me colocaram em uma escola particular com dificuldades e sacrfícios, não sou rica para pagar 2000, 3000 reias por mes numa faculdade nao!eu pago impostos, tenho os mesmos direitos(igualmente) de frequentar uma faculade pública!!!

  • rafael disse:

    ainda bem que consegue pagar, porque tem gente que nem em escola publica consegue estudar, porque tem que trabalhar!

    realmente, só entende quem convive de perto com o que realmente é dificuldade!

  • lorena disse:

    graças a Deus msmo rafael. entoa nós vemos que o problema tem que ser resolvido mais embaixo ne?(nas escolas de ensino basico publicas) . compreendo que vc queira defender o que é melhor para vc.

  • lorena disse:

    pelo menos tempo p entrar na internet vc tem de sobra ne:P

  • rafael disse:

    pois é… nós temos muito tempo!

    o que é melhor pra mim? é que eu não tenha mais que conviver com tanta desigualdade! Como resolver? Não sei.

    Melhorar o ensino fundamental, para chegar no nível das escolas particulares? Não consigo ver um futuro onde isso seja possivel!

    o que é melhor pra mim?

    Se em 2010 o brasil esteja bem melhor para todos nós, e não em 2099 ( se hoje o problema ta desse tamanho, imagina daqui dez anos)

    Por isso defendo medidas imediatas! “quem tem fome tem pressa”

    E todos somos vítimas de um Estado insustentável!

    Se não tivessemos que gastar tanto com segurança, combatendo o crime, sistema penitenciário… talvez sobrasse dinheiro para a educação! Isse entre outras coisas.

    O problema é muito grande!

    Sou estudante de direito, me preocupo com a sociedade como todo, gosto de pesquisar nessas áreas… e sim, tenho tempo para entrar na net, pesquisar e muito mais!

    reflexão: No Brasil, se um dia o ensino publico for igual o particular, a grande maioria da classe média que com sacrificio ou não, consegue pagar pelos estudos dos filhos migrariam para estas escolas públicas… então, além de ter que melhorar muito as escolas que já temos, teria-mos que construir muitas mais!

    A solução não está nas cotas, mas em um conjunto de ações positivas!

    alguém sempre vai pagar… espero que assim como o lucro, também o prejuízo seja muito bem distribuído!

  • um cotista disse:

    O QUADRO DA UNIVERSIDADE PUBLICA NO BRASIL —- Nao ha vagas para todo mundo .
    SOLUÇAO GENIAL—- Os ricos estudam os pobres ficam de fora.

    viva a DEMO(ARISTO)CRACIA !!!!!!!!!!

  • um cotista p/ lorena ( a menina q nasceu em berço de ouro) disse:

    UMA HISTORIA QUE SE REPETE COTIDIANAMENTE NO BRASIL.

    Era uma vez duas crianças, João e Fernado. Ambos nasceram no mesmo dia e no mesmo país.Joãozinho é pobre,negro,mora em uma favela, é filho de mãe sem pai e tem 4 irmaos. Em contra partida, Fernandinho é rico,branco(p/variar),mora em um apartamento de frente para o mar e pertençe a uma familia tradicional e estruturada.
    Joãozinho , embora muito bebê é criado com suas irmãs mais velhas(creia, uma com 7 e outra com 9 anos), enquanto sua mãe trabalha como empregada e babá na casa de Fernandinho.Sua mãe preferiu VENDER seu carinho e amor materno que ver seus filhos morrerem de fome.Fernadinho estuda nas melhores escolas que o dinheiro pode pagar,faz curso de inglês,francês,fez pre-vestibular desde o 1º ano do ensino medio, estuda matéria isolada de todas as disciplinas nos melhores cursinhos, de modo que aprendia tudo por osmose(eita menino inteligente) sua vida era: ora comer,ora estudar ,ora balada, ora malhar. Enquanto que o pobre joãozinho se revesava em trabalhar de dia e estudar pela noite, estudou nas piores escolas que voces pedem imaginar. Em inglês estudou o verbo TU BE da 5ª ao 3 ano (rsrsrrs), em física foi velocidade média do 1ª ao 3ª ano do ensino medio(virei doutor em verbo tu be e em velocidade media) . Aprendeu a ler apenas na 5ª serie do ensino fundamental ( eita menino burro). Embora vivendo em uma favela ,creiam, nunca usou qualquer tipo de droga(diferente de Fernandinho, né Lorena ???)
    No fim do 3 ª ambos fizeram o “DEMOCRATICO” vestibular da USP. E o que aconteceu??? Jãozinho não se esforçou o bastante,foi preguiçoso,incompetente, indolente e nao passou !!!! Já Fernandinho eita menino esforçado,dedicado passou em primeiro lugar. viva a democracia !!!!
    Fernandinho se forma em medicina e se torna muito rico. Já Joãozinho desiste dessa vida de ser bonzinho e estudar e entra para a criminalidade e se tona o Joao do morro.
    Em um belo dia quando fernado voltava de sua crinica, ao parar no sinal, joao do morro (o joaozinho) anucia o assalto : – mao pra cima, é um assalto……perdeu, perdeu pleyboy.
    No outro dia a jornal anucia: Médico é morto após assalto….

    Lorena, essa foi basicamente minha historia,a diferença é que eu passei no vestibular e para a felicidade de voces ricos, eu AINDA nao entrei para a criminalidade, digo ainda pq no dia em que eu entrar, vcs estaram em maus lençoes, pq ai vcs teriam um bandido que leu: Dante,sócrates,machiavel,rousseau,…

    Repare só uma coisa Lorena,essas duas crianças nasceram com celebros identicos,com o mesmo potencial cognitivo,intelectual.mas uma desenvolveu esse celebro e a outra nao, e pq ? pq a mae de joaozinho nao teve DINHEIRO para coloca la em uma boa escola.
    Nunca teremos um país justo socialmente enquanto tivermos escolas para quem é pobre e escolas para quem é rico.E vcs ricos conviverao constantemante com medo da nossa violencia.

    a violencia é arma de nos pobres contra vcs ricos , e é a unica linguagem q vcs entendem.

    enquanto voces ricos permanecerem nos excluindo desse bem chamado EDUCAÇAO ,o fantasma da violencia nao deixara vcs em paz. estamos nos matando aqui na favela lorena,mas nao morremos sozinho,somos uma grandefamilia, a sociedade morre coletivamente.

    cotas é um paliativo e é um mal necessario. o q nao da lorena, é pra ficar esperando do lado de fora da universidade que a educaçao publica melhore. talvez quando nos pobres e negros estivermos na universidade publica ocupando a “vaga q hoje é de vcs”, talvez ai voces ricos q fazem a politica desse país pensem em melhorar a educaçao publica, para q as cotas sejam desnecessaria.

  • ENTREI SEM COTAS disse:

    ^
    ^
    QUE o governo invista na educação, querida.AO CONTRARIO DE VC ..N SOU REVOLTADA PQ N SOU RICA, N TENHO RAIVA DE QUEM EH RICO!!Sou tão pobre quanto vc(TALVEZ) e n precisei de cotas para passar na FEDERAL em um curso concorrido…e ja e
    isso eh atestado de burrice!!

  • UM BRASILEIRO - ARACAJU - SERGIPE disse:

    Nunca estudei em escola privada. Teho 48 anos e na miha época existiam pouco mais de cinco escolas particulares. A ganância de “professores-empresários”, apoiada pelo poder público, após o fim da ditadura militar (que Deus a tenha e jamais volte) tornou a rede privada de escolas um verdeiro absurdo.

    Eles começaram de “fininho”, momtando cursinhos pré-vestibulares e depois perceberam que poderiam continuar exercendo suas funções no magistério – aliás a única carreira estatutária que permite esse tipo de canalhice – e cooptar os melhores e mais ricos alunos da rede pública para suas escolas, seja oferecendo bolsas integrais e/ou parciais.

    Esse processo começou em meados dos anos 70 e hoje, mais de trinta depois, está se tentando frear esse processo que marginalizou as pessoas mais pobres que, nos anos 70, dividiam salas de aula com os as clases média e alta da sociedade.

    Na realidade, a consequência foi nociva para todos, pois criou-se no Brasil uma segregação “branca”, não de etinia, mas de valores humanos. Eu me formei em letras, mas tive a oportunidade de ser colega durante o ensino fundamental/médio de notáveis, como Ministro do STF e até do Governador do meu estado. Em outras palavras, na escola vestíamos o mesmo uniforme, fazíamos as mesmas provas e tínhamos os mesmos professores. Não se reparava se o colega era rico, pobre, branco, amarelo, japonês ou negro. Éramos todos alunos da rede estadual de ensino, manutenida com a arrecadação do imposto pago pelo povo brasileiro. Isso sim é salutar na formação da sociedade como um todo A universidade era uma questão de aptidão e dedicação. Mas até hoje todos se conhecem e se respeitam como ex-colegas de escola, entedem?

    Percebam que ocorreu nesses últimos trinta anos. O ensino tornou-se um “comércio” nocivo a todos e dividiu a sociedade em ricos e pobres e, consequentemente, veio à tona a intolerância. Os estudantes ricos acham-se são mais inteligentes e esforçados e os pobres tornaram revoltados com o descaso do poder público e culpam “os brancos” ou “ricos” de impedirem sua ascenção social.

    Em vez de cotas o mais coerente seria refazer o caminho de volta aos anos 70 e fazer com que esses “professores-empresários” virem ruir seus “castelos de areia”. Regras claras e justas. Como? Simples.

    Em 2012 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o 3º ano do ensino médio na rede pública;
    Em 2013 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, os 2º e 3º anos do ensino médio na rede pública;
    Em 2014 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o ensino todo o ensino médio na rede pública;

    Em 2015 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e o 5º ano do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2016 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º e 4º anos do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2017 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º e o 3º anos do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2018 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º e o 2º anos do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2019 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º, 2º e o 1º anos do ensino fundamental na rede pública;

    Em 2020 – As universidades públicas somente aceitariam alunos oriundos da rede pública.

    Essa política precisaria ficar em vigor por um período não inferior a 10 anos, ou seja, até 2030. E por que? Para que a “máfia” dos cursinhos pré-vestibulares e escolas privadas que poderiam continuar funcionando normalmente, seguindo a sua própria lógica “comercial”, ou seja, preparando seus alunos para as universidades particulares, onde um curso de medicina não sai por menos de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). Isso, sim, é justiça social, pois não há discriminação. Atualmente o pobre não pode cursar uma escola particular porque não tem dinheiro. Só lhe resta uma opção: a escola pública. Para o rico existem duas opções: a escola privada ou pública. Não é justo que o dinheiro possa comprar educação de qualidade. Isso é discriminação. Quanto as cotas para negros e índios, vamos esquecer que isso um dia já foi assunto no Brasil, pois quem não tem origem negra, tem origem indígena ou mestiça; Por acaso alguém conhece alguma comunidade no Brasil que proiba o casamento de descentes de japoneses com descentes de africanos? Isso é uma grande tolice.

    Finalizando, em 2030 seria feita uma avaliação da qualidade do ensino público brasileiro e eu duvido que não tenhamos de volta filhos de médicos renomados, filhos de magistrados, políticos que voltariam a conviver com pessoas simples, humildes e perceber um Brasil que elas jamais teriam a oportunidade de conhecer. Saber que existem pobres decentes, estudiosos, batalhadores, educados, gente boa…

    Talvez até exame de admissão, em alguns casos, se faria necessário. Como no passado eu o fiz para ser admitido no renomado Atheneu Sergipense e ainda hoje é necessário para cursas em escolas técnicas federais.

    Somos 200 milhões de brasileiros e somos admirados no mundo inteiro pela nossa tolerância, pelo respeito que temos a todas as religiões, pela admiração que temos da culinária africana e indígena, pelo orgulho de torcermos pela melhor seleção de futebol do mundo. Vamos cantar forte o nosso hino nacional e procurar amparar os deficientes físicos, os nossos idosos, as nossas crianças, as nossa guerreiras mulheres e aos homens de bem que são a grande maioria deste país chamado BRASIL.

  • RONALDO - ARACAJU - SERGIPE disse:

    SENHORES, DESCULPEM-ME MAS ESTOU REPUBLICANDO MINHA OPINIÃO POR FALHAS DE DIGITAÇÃO NO POST ANTERIOR.

    Nunca estudei em escola privada. Teho 48 anos e na miha época existiam pouco mais de cinco escolas particulares. A ganância de “professores-empresários”, apoiada pelo poder público, após o fim da ditadura militar (que Deus a tenha e jamais volte) tornou a rede privada de escolas um verdeiro absurdo.

    Eles começaram de “fininho”, momtando cursinhos pré-vestibulares e depois perceberam que poderiam continuar exercendo suas funções no magistério – aliás a única carreira estatutária que permite esse tipo de canalhice – e cooptar os melhores e mais ricos alunos da rede pública para suas escolas, seja oferecendo bolsas integrais e/ou parciais.

    Esse processo começou em meados dos anos 70 e hoje, mais de trinta depois, está se tentando frear esse processo que marginalizou as pessoas mais pobres que, àquela época, dividiam salas de aula com os as classes média e alta da sociedade.

    Na realidade, a consequência foi nociva para todos, pois criou-se no Brasil uma segregação “branca”, não de etnia, mas de valores humanos. Eu me formei em letras, mas tive a oportunidade de ser colega durante o ensino fundamental/médio de notáveis, como atuais ministros do STF e STJ e até do atual governador do meu estado.

    Em outras palavras, na escola vestíamos o mesmo uniforme, fazíamos as mesmas provas, brincávamos todos juntos no recreio e tínhamos os mesmos professores. Não se reparava se o colega era rico, pobre, branco, amarelo, japonês ou negro. Hoje compreendo que eu era pobre e alguns deles ricos ou de famílias tradicionais, mas atualmente é muito estranho ver o carro preto daquele ou daquela “autoridade” deixar seu filho nas melhores escolas da cidade, como se fossem verdadeiras celebridades. Estamos formando homens e não artistas. Naquele tempo, éramos todos alunos da rede estadual de ensino, manutenida com a arrecadação do imposto pago pelo povo brasileiro. Isso sim é salutar na formação da sociedade como um todo. A universidade, após o “antigo científico”, era uma questão de aptidão e dedicação. A grande lição de vida é que até hoje todos que se conheceram e estudaram naquela turma se reconhecem e se respeitam como ex-colegas de escola, não importa a etnia nem a classe social, entedem?

    Percebam o que ocorreu nesses últimos trinta anos. O ensino tornou-se um “comércio” nocivo a todos e dividiu a sociedade em ricos e pobres e, consequentemente, veio à tona a intolerância. Os estudantes ricos acham-se mais inteligentes e esforçados e os pobres tornaram-se revoltados com o descaso do poder público e culpam “os brancos” ou “ricos” de impedirem a ascenção social.

    Em vez de cotas o mais coerente seria refazer o caminho de volta aos anos 70 e fazer com que esses “professores-empresários” possam ver ruir seus “castelos de areia” e amargarem grendes prejuízos. Mais importante ainda. Voltassem a ser educadores e deixassem de lado a vida de mansões e carros luxuosos comprados com dinheiro “desviado” da contabilidade de suas escolas.
    Regras claras e justas. Como? Simples.

    Em 2012 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o 3º ano do ensino médio na rede pública;
    Em 2013 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, os 2º e 3º anos do ensino médio na rede pública;
    Em 2014 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o ensino todo o ensino médio na rede pública;

    Em 2015 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e o 5º ano do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2016 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º e 4º anos do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2017 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º e o 3º anos do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2018 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º e o 2º anos do ensino fundamental na rede pública;
    Em 2019 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º, 2º e o 1º anos do ensino fundamental na rede pública;

    Em 2020 – As universidades públicas somente aceitariam alunos oriundos da rede pública.

    Essa política precisaria ficar em vigor por um período não inferior a 10 anos, ou seja, até 2030. E por que? Para que a “máfia” dos cursinhos pré-vestibulares e escolas privadas que poderiam continuar funcionando normalmente, seguindo a sua própria lógica “comercial”, ou seja, preparando seus alunos para as universidades particulares, onde um curso de medicina não sai por menos de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).

    Isso, sim, é justiça social, pois não há discriminação. Atualmente o pobre não pode cursar uma escola particular porque não tem dinheiro. Só lhe resta uma opção: a escola pública. Para o rico existem duas opções: a escola privada ou pública. Não é justo que o dinheiro possa comprar educação de qualidade. Isso é discriminação. Quanto as cotas para negros e índios, vamos esquecer que isso um dia já foi assunto no Brasil, pois quem não tem origem negra, tem origem indígena ou mestiça, concordam? Por acaso alguém conhece alguma comunidade no Brasil que proiba o casamento de descendentes de japoneses com descendentes de europeus? Isso é uma grande tolice.

    Finalizando, em 2030 seria feita uma avaliação da qualidade do ensino público brasileiro e eu duvido que não tenhamos de volta filhos de médicos renomados, filhos de magistrados e sobretudo, futuros políticos que voltariam a conviver com pessoas simples, humildes e perceber um Brasil que elas jamais teriam a oportunidade de conhecer. Saber que existem pobres decentes, estudiosos, batalhadores, educados, gente boa…

    Talvez até exame de admissão, em alguns casos, se faria necessário. Como no passado eu o fiz para ser admitido no renomado Atheneu Sergipense e como ainda hoje é necessário para cursos em escolas técnicas federais.

    Somos 200 milhões de brasileiros e somos admirados no mundo inteiro pela nossa tolerância, pelo respeito que temos a todas as religiões, pela admiração que temos da culinária africana e indígena, pelo orgulho de torcermos pela melhor seleção de futebol do mundo. Vamos cantar forte o nosso hino nacional e procurar amparar os deficientes físicos, os nossos idosos, as nossas crianças, as nossa guerreiras mulheres e aos homens de bem que são a grande maioria deste país chamado BRASIL.

  • PEDRO disse:

    A LEI DE COTAS É UMA LEI RACISTA, BURRA, VOTAMOS EM POLITICOS ESPERTOS E SAFADOS, COMO A MARTA SUPLICY
    “RELAXA E GOZA”, PORQUE O PAIS NECESSITA DE MAIS IRRESPONSAVEIS VAGABUNDOS. A LEI DE COTAS E HUMILHANTE PARA
    O NEGRO, POIS A LEI AFIRMA DE MODO SUBJETIVO, QUE NEGRO É INFERIOR EM INTELIGENCIA, PORTANTO SENDO INCAPAZ DE
    CONCORRER DE IGUAL PARA IGUAL COM O BRANCO, VOU AO CONSULTÓRIO MÉDICO E AO VER UM MEDICO PRETO, PODE SE
    EXPRESSAR ASSIM PORQUE A LEI DE COTAS O CLASSIFICOU COMO INFERIOR, É UMA LEI HUMILHANTE QUE NA PRATICA É A
    MAIOR DISCRIMINAÇÃO, POIS AFIRMA QUE O NEGRO E INCAPAZ DE DISPUTAR COM DIGNIDADE UMA VAGA NA FACULDADE,
    ME RECUSAREI DE ACEITA-LO COMO PROFISSIONAL COMPETENTE. QUANTO AS COTAS PARA ALUNOS QUE ESTUDARAM NA
    REDE PUBLICA, NADA MAIS QUE A AFIRMAÇÃO , ATESTANDO O LIXO DO ENSINO PUBLICO, INCOMPETENTE, INEFICIENTE, MANOBRA
    DE POLITICOS SAFADOS, DIANTE DE UMA SOCIEDADE SEM OPINIÃO PRÓPRIA, INCAPAZ DE RACIOCINIO CLARO E LOGICO.
    A LEI DE COTAS É UMA TREMENDA BESTEIRA, DISCRIMINA, HUMILHA, ENVERGONHA, COMO POSSO CONTRATAR UM
    ENGENHEIRO QUE PRECISOU DA LEI DE COTAS PARA PASSAR NA SELEÇÃO PARA SER ADMITIDO NUMA FACULDADE.???

    APESAR QUE TRATA-SE DE UM AMBIENTE DE UNIVERSOTARIOS, CASOS COMO DA UNIBAN, ONDE UMA MULHER SE
    SENTIU MUITO ORGULHOSA POR CHAMAREM ELA DE PROSTITUTA, FOI UMA HONRA PARA ELA.
    TAMBEM NÃO É NOVIDADE, UMA LEI QUE OBRIGAVA MOTORISTA A ANDAREM COM ESTOJO DE PRIMEIROS SOCORROS,
    E FOI RETIRADA TAL LEI, TANTAS BESTEIRAS , CHEGA ATE A SER HUMILHANTE SER BRASILEIRO. E O NOSSO COMPANHEIRO LULA,
    CULPADO SÃO OS BRANCOS DE OLHOS AZUIS, PIADA DE MAU GOSTO, SE ELES ERRARAM É PORQUE FIZERAM , PROSPERARAM.
    MOTIVO DE PIADA DE MAU GOSTO DEIXA PRA LA.

  • Enio Micherlon - Recife - PE disse:

    Parabéns pelo discurso, Ronaldo. É muito bom ter pessoas com conhecinhento de causa opinando nesses debates.

  • Rafael disse:

    Ronaldo!

    Concordo… mas com tristeza, por saber que a cúpula parece não compartilhar de nossas preocupações!

    cada um enxerga o mundo por um ângulo, e para muitos, está muito bom assim… exatamente aqueles que possuem mais ferramentas para mudar a história!

  • Enio Micherlon - Recife - PE disse:

    Pode-se afirmar que, o ingresso de estudantes oriundos das escolas públicas nas universidades federais e estaduais, por meio do sistema de cotas tem amparo legal e constitucional, uma vez que, segundo artigo 205 da constituição federal; a educação é dever do estado. Devendo ser efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; conforme o disposto no artigo 208 parágrafo V, ou seja, o estado dessa forma, estaria apenas tentando cumprir seu papel para com a grande maioria da população.
    É preciso atentar para o fato de que, a partir do momento em que a universidade estabelece em seu edital um ponto de corte como critério de seleção e o candidato consegue superá-lo, fica evidenciado a capacidade desse vestibulando para ingressar na instituição, atendendo-se então o artigo citado anteriormente e assegurando-o o direito a pleitear uma vaga reservada aos cotistas, lembrando que, as vagas não ocupadas por cotistas são repassadas aos demais candidatos conforme a ordem de classificação.
    Com tudo, o sistema de cotas não deve ser tomado como uma solução definitiva, e sim, como um paliativo para atender de forma imediata aos anseios dos alunos prejudicados pela falta de atuação do poder público na educação de base e a sociedade na condição de co-responsável precisa se unir e exigir as melhorias necessárias para o sistema público de ensino, ressalvando ainda que, a população não deve se preocupar com a qualidade do profissional formado já que a universidade atua como uma “peneira” que aprova só os mais esforçados e que maus profissionais já existiam mesmo antes das cotas, já que esse é um fator mais pessoal.

  • Euller (Rolandia/Pr) disse:

    A lei de cotas é como uma luz no fim do tunel para os menos favorecidos economicamente, o qual são mais da metade da nossa população. Sem esses tipos de politicas assistencialistas, continuariamos a ver o povo pobre continuar pobre. Como uma pessoa que cursa em colégio publico vai concorrer com pessoas que estudam em colegio particulares. Em nosso país, na atual situação, é necessario a politica de cotas, não só para os pobres, mais tambem para negros. Contudo, é como comparar a uma guerra. E para vencer é preciso atacar em duas frentes. A primeira, a imediata, ou seja, já que a nossa sociedade é desonesta com os mais pobres e negros, é necessario equilibrar a balança do ensino superior, com probres e ricos estudando juntos. A outra frente a ser atacada, é a educação, ou seja, investir pesadamente em ensino público de qualidade, para que jovens que estudem em colegio publico, ou mesmo negros, possam disputar uma vaga em uma universidade pública de igual para igual, com os que teriam condiçoes de pagar uma faculdade, mais tiram as vagas dos que prescisam mesmo.

  • Luiz Carlos disse:

    Como defender ou não o sistema de cotas? Primeiramente, o Governo deveria investir pesado em educação e dar condições para o estudo, não como pseudos programas sociais como os atuais. Quando um negro e pobre, puder frequentar uma faculdade de medicina, sem haver sacrifício familiar…porque ele é uma fonte de renda…, e quando ele cursar uma escola com notebooks individuais e livros bons, aí serei contra as cotas. Mas com esse sistema existente, sou totalmente favorável a cotas. Se pessoas formam em colégios particulares, devido a uma boa educação que recebem, que assim continuem… e vão para uma universidade particular face as condições financeiras favoráveis.

  • Ricardo Santana disse:

    Concordo com a Lorena, quando diz que os direitos são iguais a todos. Também concordo que “Ela” não tem culpa de ter nascido Negra ou Índia, e continuo com “Ela” quando ela diz que todos (brasileiros) são oriundos de uma confusa e interessante miscigenação (apesar de parecer um total paradoxo os comentários da Lorena). Parte da premissa que, se direitos são iguais todos devemos ter uma educação de qualidade desde o ensino fundamental, o que não acontece no Brasil. Ora, como um aluno de uma escola pública (considerando o aluno que verdadeiramente quer ingressar na universidade) pode competir com um aluno da rede particular? Não estamos falando de capacidade intelectual, mas de acesso a informações, cultura, lazer e qualidade nas transmissões destas informações, que não são utilizadas na rede pública de ensino, ou quando existem são péssimas. Em resumo, se existe desigualdade na qualidade do ensino entre as classe sociais essa desigualdade deve ser mantida também para o nível superior. Lorena, enquanto não pensarmos e lutarmos em coletividade, seremos um país do sub-mundo, sem união, sem esperança e com a eterna esperança de que seremos o país do futuro.

    Sds
    Ricardo Santana
    Eng. de Segurança do Trabalho / Historiador

  • Daniele disse:

    O que acontece e as pessoas não veem, é o seguinte, quando um aluno de escola pública de nível mediano pra baixo entra na universidade pública, ele, MUITAS VEZES, torna-se um mal profissional, isso porque a escola pública, infelizmente não da uma base de informações suficientemente sólida para que isso não aconteça. E não, eu não nasci em berço de ouro, estudei numa das piores escolas públicas da minha cidade, quando eu acabei o ensino médio e não quis me conformar em fazer uma faculdade particular que não desenvolvesse todo o meu potencial, eu fui procurar um cursinho para fazer, fiz dois anos de cursinho comunitário (não pago) e hoje estudo numa das 5 melhores universidades do país.
    O que me deixa realmente irritada é que as pessoas não percebem que que esta medida adotada pelo governo é apenas paliativa, ou seja, é mais ou menos como tapar o sol com a peneira (como tudo que vem sendo feito pelo governo nos últimos anos). Isso não promove a igualdade no país, apenas a reeleição desses caras. O que o governo tem feito É TRANSFERIR SUA OBRIGAÇÃO DE DAR A TODOS O ACESSO A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ÀS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS.
    O problema aqui, nem é a desigualdade social, eu também trabalhei enquanto estudava e fazia cursinho, eu também vou ter que trabalhar enquanto faço a minha faculdade pública, eu e tantos outros por aí! O problema é o da educação de base, isso sim, precisa urgentemente ser resolvido. A educação é a PRINCIPAL forma de mobilidade social hoje.
    Só um dado, só no Brasil as faculdades públicas são de graça, na maioria dos países, os alunos tem de dar duro conciliar os estudos e o trabalho, a maioria, trabalha nas férias inteiras também para poder pagar a faculdade.