G7 promete livre comércio para superar crise mundial

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O G7, grupo das sete maiores potências industriais do mundo, temendo um aumento do protecionismo, fará tudo o que puder para combater a recessão e evitar uma distorção no livre comércio, informa um comunicado divulgado após uma série de conversas em Roma neste sábado.

Eles também adotaram um tom mais conciliador em relação à China, não-integrante do grupo, sobre a competição comercial internacional, semanas após o novo secretário de Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmar que Pequim estava manipulando sua taxa de câmbio.

O documento, realizado durante reunião de ministros das Finanças na capital italiana, procura acalmar temores de que os governos, determinados a proteger os empregos e as indústrias nacionais, abandonem compromissos de uma competição justa entre as nações.

Durante a noite, o Congresso norte-americano aprovou um pacote de estímulo à economia no valor de 787 bilhões de dólares, que inclui dezenas de bilhões de dólares para projetos de construção pública. Nessas ações, existe a condição de que sejam utilizados aço norte-americano e outros bens fabricados no país.

O documento informa que estabilizar a economia e os mercados financeiros é fundamental no atual momento, sugerindo que todos têm que trabalhar juntos e usar as opções políticas possíveis para o máximo de efeito coletivo.

“Continuaremos trabalhando juntos para evitar exageros e distorções indesejadas”, disse a nota.

Em encontro que começou na sexta-feira, Alemanha e Grã-Bretanha disseram que há o risco de que o mundo testemunhe uma repetição da espiral de protecionismo vista durante a Grande Depressão de 1929.

“A luta contra o protecionismo nunca foi tão necessária quanto hoje”, afirmou à Reuters o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling.

“Faremos tudo para assegurar que a história não se repita”, acrescentou o ministro alemão, Peer Steinbrueck.

PREOCUPAÇÃO CRESCENTE

Essas declarações destacam a crescente preocupação sobre o que parece uma contradição entre promessas de livre comércio e medidas que parecem algo diferente na prática, como a cláusula “Buy American” do plano de estímulo de Washington e o auxílio a compras de veículos nacionais na França e na Itália.

Darling afirmou que discutiu a cláusula norte-americana com Geithner. “Creio que os Estados Unidos estão muito cientes de suas obrigações para com o mundo”, disse.

O comunicado afirma ainda que os países do G7 saúdam o compromisso da China em adotar uma moeda mais flexível e esperam pela continuação da valorização do yuan. Mas não abordaram os estados de outras moedas.

O encontro do G7, que envolve ministros e autoridades dos bancos centrais de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Canadá, é uma prévia da uma reunião, em abril, do G20, que inclui também as economias em desenvolvimento.

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