Maria Cândida passa mal e é operada


Maria Cândida passou mal, na madrugada desta sexta-feira (21), e teve de ser hospitalizada às pressas no Hospital Sírio- Libanês, em São Paulo. Lá, foi constatada uma apendicite aguda e a apresentadora foi submetida a uma cirurgia.

“Correu tudo bem durante a cirurgia. Ela está no pós-operatório, ainda não veio para o quarto”, diz Oscar Ungarelli, marido da apresentora do Programa da Tarde, da Record, e do Entrevista Record Música, da Record News, a OFuxico.

Sobre a Apendicite Aguda

Apendicite aguda é a inflamação do apêndice. O apêndice é uma estrutura vermiforme (em forma de verme) que sai da primeira porção do intestino grosso. Tem comprimento variável, em torno de 10 centímetros, e localiza-se na parte inferior do abdômen. O apêndice apresenta um canal em seu interior que se comunica com o intestino grosso, onde existem fezes semilíquidas. A apendicite é causada, habitualmente, por um pequeno bloco de fezes endurecidas (fecalito) que obstrui o apêndice.

A apendicite aguda é a causa mais freqüente de dor abdominal aguda, sendo tratada cirurgicamente como emergência.

Sintomas

A apendicite aguda, na sua forma típica, inicia com dor em torno do umbigo, acompanhada de náuseas e eventualmente vômitos. Horas depois, a dor localiza-se na parte inferior do abdômen, acompanhada por febre moderada e perda de apetite.

A apendicite pode restringir-se ao órgão inflamado ou pode provocar sua ruptura. Quando isso acontece, as defesas do organismo costumam bloquear a infecção em torno do apêndice originando um abscesso. Quando o organismo não bloqueia a infecção, o conteúdo da mesma espalha-se pelo abdômen provocando um quadro grave de peritonite aguda. Nessa última circunstância haverá dor difusa intensa, febre alta e quadro tóxico grave, exigindo intervenção cirúrgica imediata.

Apendicite aguda é doença que predomina na faixa etária de 15 aos 50 anos, mas pode ocorrer na criança e no idoso.

Os sintomas descritos ocorrem numa situação típica, a mais habitual, mas é freqüente que as manifestações da doença sejam bem diversas e o diagnóstico possa se tornar difícil. Cabe sempre fazer diagnóstico diferencial, entre outros problemas, como cálculo urinário, outras doenças do intestino, cistos e infecção pélvica na mulher.

Diagnóstico

O diagnóstico de apendicite é feito pelo médico, através dos sintomas de achados obtidos em cuidadoso exame clínico e por exames complementares. Entre esses estão: hemograma, Raio X simples de abdômen, ecografia, tomografia computadorizada, laparoscopia e exame comum de urina.

O hemograma geralmente apresenta aumento no número total de glóbulos brancos.

O exame comum de urina, quando normal, exclui doença do sistema urinário, como passagem de cálculos ou infecção.

O Raio X simples de abdômen, além de ajudar a excluir outros diagnósticos, pode demonstrar um fecalito na região do apêndice.

A ecografia é exame indolor, não invasivo, que pode demonstrar aumento de volume do apêndice e a presença de abscesso. O apêndice nem sempre é visível na ecografia; essa circunstância não exclui apendicite. Serve também para excluir outras doenças, particularmente problemas pélvicos em mulheres.

Tomografia computadorizada é indicada quando os sintomas não são típicos, para diferenciar apendicite de outras doenças abdominais. É útil também para diagnosticar e localizar abscesso ocasionado por ruptura do apêndice.

Quando, apesar de toda a investigação clínica, laboratorial e de exames de imagem, permanece dúvida, pode ser indicada a laparoscopia. Esta é feita através da introdução de um pequeno telescópio dentro do abdômen, acoplada a uma microcâmera que transmite imagens para um monitor de televisão. Com a laparoscopia pode-se ver o apêndice, diagnosticar sua inflamação e eventuais complicações ocorrentes e, até mesmo, retirar o apêndice doente ou drenar abscesso secundário à apendicite.

Tratamento

Quando há suspeita firme do diagnóstico de apendicite aguda, indica-se cirurgia, que é realizada sob anestesia geral. A operação é feita com incisão cirúrgica no abdômen inferior direito e retira-se o órgão enfermo. Ao haver também abscesso, faz-se drenagem.

Atualmente, há a possibilidade de fazer a operação por laparoscopia, onde o procedimento operatório é o mesmo, com a diferença de que a incisão abdominal é bem menor.

A permanência hospitalar em apendicite aguda não complicada costuma ser curta, de dois a três dias. Quando há abscesso, a internação hospitalar será mais prolongada. Na eventualidade de peritonite difusa, felizmente rara, o tratamento será bem mais complexo, poderá haver risco de vida e permanência hospitalar bem mais demorada.

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