Ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pede demissão após denúncias de corrupção

Depois de Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Nelson Jobim (Defesa), o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão nesta quarta-feira (17) após uma série de denúncias envolvendo sua gestão e sua conduta na pasta. Nem a amizade de quase 50 anos com o vice-presidente, Michel Temer, foi o bastante para mantê-lo.

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Ele divulgou uma carta (leia abaixo) em que afirma estar “enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova”. Rossi acusou os veículos de imprensa de “achincalhe moral”. “Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral”, afirmou.

Ao finalizar a carta, o ex-ministro declarou que pediu demissão por sua família. “Embora me mova a vontade de confrontá-los [veículos de imprensa], não os temo, nem a essa parte podre da imprensa brasileira, mas não posso fazer da minha coragem pessoal um instrumento de que esses covardes se utilizem para atingir meus amigos ou meus familiares. (…) Hoje, minha esposa e meus filhos me fizeram carinhosamente um ultimato para que deixasse essa minha luta estóica mas inglória contra forças muito maiores do que eu possa ter. (…) Foi o elemento final da minha decisão irrevogável.”

Em nota, a presidente Dilma Rousseff lamentou o pedido de demissão e fez questão de deixar claro o fato de Rossi não ter esperado no cargo a apuração das denúncias e ter “contado com o princípio da presunção da inocência”.

Aos 68 anos de idade, ele ocupava o cargo desde abril do ano passado, ainda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sob influência de Temer, Dilma Rousseff o manteve no posto depois de assumir o Palácio do Planalto. Antes mesmo das denúncias, o peemedebista estava entre um dos ministros com menor aprovação pela mandatária.

A Polícia Federal tinha informado nesta quarta-feira que estava investigando as denúncias de irregularidades na pasta, publicadas pela imprensa.

A mais recente delas, do jornal “Correio Braziliense”, acusou Rossi de viajar em jatos de uma empresa que tem contratos com o governo. O Código de Ética Pública veda essa possibilidade. O agora ex-ministro admitiu a prática “por umas três, quatro vezes”.

Além disso, a revista “Veja” denunciou a ação livre de um lobista de empresas agropecuárias junto ao peemedebista, gerando suspeitas sobre processos licitatórios da pasta. Isso causou a saída de seu número dois, o secretário-executivo Milton Ortolan.

Rossi também foi envolvido nas denúncias na Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Uma empresa teria conseguido uma suspeita restituição de quase R$ 100 milhões por conta de um imposto ligado à compra de leite em pó.

Em depoimentos a parlamentares, o então ministro chamou as informações de “denuncismo”. Rossi, entretanto, foi poupado de questionamentos mais duros, em grande parte por conta da base aliada do governo Dilma.

Fonte:uol


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