Estudantes da Ufac promoveram um protesto por mais segurança dentro do campus, na estrada Dias Martins, depois que uma aluna do 5º período de enfermagem foi espancada e abusada sexualmente por dois indivíduos, no final da tarde desta quinta-feira, 19, quando ela aguardava o ônibus para casa.
Empunhando cartazes, os estudantes saíram do bloco de ciências da saúde em direção a Reitoria para pedir que providências sejam tomadas com relação à integridade dos alunos.
Por ser uma instituição federal, é de competência da Polícia Federal fazer a segurança da unidade e não uma atribuição da Polícia Militar.
De acordo com o movimento estudantil, existem, inclusive, grupos de estudantes que são contra a entrada da PM no campus, porque estariam acostumados a usar entorpecentes e a praticar outros ilícitos de menor grau, em certas áreas do campus onde a presença de pessoas é quase nenhuma.
De acordo com a reitora Olinda Batista, câmeras de monitoramento estariam sendo instaladas. “Este trabalho, no entanto, ainda não está concluído”.
A estudante vítima do estupro, foi rendida por dois homens armados, colocada em um veículo e levada para as proximidades do Parque Zoobotânico, onde foi espancada e abusada, por volta das 18 horas. O local é também conhecido por “Vai quem quer”, por causa de sua característica de lugar deserto.
A vítima ainda não registrou queixa crime na Delegacia da Mulher. “Por não se caracterizar um crime de estupro de vulnerável, a polícia só poderá abrir inquérito se a estudante fizer a denúncia”, explica a delegada de Polícia Civil Áurea Dene, titular da Delegacia. O prazo para registrar o crime, no entanto, é de seis meses.
fonte: AGAZETA.NET

