Comentários sobre: Câmara aprova lei de cotas em universidades para alunos de escolas públicas https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/ Se tá na WEB, está aqui Mon, 27 Jun 2011 16:07:34 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.15 Por: Daniele https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-50145 Mon, 27 Jun 2011 16:07:34 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-50145 O que acontece e as pessoas não veem, é o seguinte, quando um aluno de escola pública de nível mediano pra baixo entra na universidade pública, ele, MUITAS VEZES, torna-se um mal profissional, isso porque a escola pública, infelizmente não da uma base de informações suficientemente sólida para que isso não aconteça. E não, eu não nasci em berço de ouro, estudei numa das piores escolas públicas da minha cidade, quando eu acabei o ensino médio e não quis me conformar em fazer uma faculdade particular que não desenvolvesse todo o meu potencial, eu fui procurar um cursinho para fazer, fiz dois anos de cursinho comunitário (não pago) e hoje estudo numa das 5 melhores universidades do país.
O que me deixa realmente irritada é que as pessoas não percebem que que esta medida adotada pelo governo é apenas paliativa, ou seja, é mais ou menos como tapar o sol com a peneira (como tudo que vem sendo feito pelo governo nos últimos anos). Isso não promove a igualdade no país, apenas a reeleição desses caras. O que o governo tem feito É TRANSFERIR SUA OBRIGAÇÃO DE DAR A TODOS O ACESSO A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ÀS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS.
O problema aqui, nem é a desigualdade social, eu também trabalhei enquanto estudava e fazia cursinho, eu também vou ter que trabalhar enquanto faço a minha faculdade pública, eu e tantos outros por aí! O problema é o da educação de base, isso sim, precisa urgentemente ser resolvido. A educação é a PRINCIPAL forma de mobilidade social hoje.
Só um dado, só no Brasil as faculdades públicas são de graça, na maioria dos países, os alunos tem de dar duro conciliar os estudos e o trabalho, a maioria, trabalha nas férias inteiras também para poder pagar a faculdade.

]]>
Por: Ricardo Santana https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-48198 Fri, 18 Feb 2011 00:15:31 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-48198 Concordo com a Lorena, quando diz que os direitos são iguais a todos. Também concordo que “Ela” não tem culpa de ter nascido Negra ou Índia, e continuo com “Ela” quando ela diz que todos (brasileiros) são oriundos de uma confusa e interessante miscigenação (apesar de parecer um total paradoxo os comentários da Lorena). Parte da premissa que, se direitos são iguais todos devemos ter uma educação de qualidade desde o ensino fundamental, o que não acontece no Brasil. Ora, como um aluno de uma escola pública (considerando o aluno que verdadeiramente quer ingressar na universidade) pode competir com um aluno da rede particular? Não estamos falando de capacidade intelectual, mas de acesso a informações, cultura, lazer e qualidade nas transmissões destas informações, que não são utilizadas na rede pública de ensino, ou quando existem são péssimas. Em resumo, se existe desigualdade na qualidade do ensino entre as classe sociais essa desigualdade deve ser mantida também para o nível superior. Lorena, enquanto não pensarmos e lutarmos em coletividade, seremos um país do sub-mundo, sem união, sem esperança e com a eterna esperança de que seremos o país do futuro.

Sds
Ricardo Santana
Eng. de Segurança do Trabalho / Historiador

]]>
Por: Luiz Carlos https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-41845 Thu, 15 Jul 2010 01:02:36 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-41845 Como defender ou não o sistema de cotas? Primeiramente, o Governo deveria investir pesado em educação e dar condições para o estudo, não como pseudos programas sociais como os atuais. Quando um negro e pobre, puder frequentar uma faculdade de medicina, sem haver sacrifício familiar…porque ele é uma fonte de renda…, e quando ele cursar uma escola com notebooks individuais e livros bons, aí serei contra as cotas. Mas com esse sistema existente, sou totalmente favorável a cotas. Se pessoas formam em colégios particulares, devido a uma boa educação que recebem, que assim continuem… e vão para uma universidade particular face as condições financeiras favoráveis.

]]>
Por: Euller (Rolandia/Pr) https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-41311 Sun, 27 Jun 2010 19:19:35 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-41311 A lei de cotas é como uma luz no fim do tunel para os menos favorecidos economicamente, o qual são mais da metade da nossa população. Sem esses tipos de politicas assistencialistas, continuariamos a ver o povo pobre continuar pobre. Como uma pessoa que cursa em colégio publico vai concorrer com pessoas que estudam em colegio particulares. Em nosso país, na atual situação, é necessario a politica de cotas, não só para os pobres, mais tambem para negros. Contudo, é como comparar a uma guerra. E para vencer é preciso atacar em duas frentes. A primeira, a imediata, ou seja, já que a nossa sociedade é desonesta com os mais pobres e negros, é necessario equilibrar a balança do ensino superior, com probres e ricos estudando juntos. A outra frente a ser atacada, é a educação, ou seja, investir pesadamente em ensino público de qualidade, para que jovens que estudem em colegio publico, ou mesmo negros, possam disputar uma vaga em uma universidade pública de igual para igual, com os que teriam condiçoes de pagar uma faculdade, mais tiram as vagas dos que prescisam mesmo.

]]>
Por: Enio Micherlon - Recife - PE https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-37713 Thu, 18 Mar 2010 22:18:46 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-37713 Pode-se afirmar que, o ingresso de estudantes oriundos das escolas públicas nas universidades federais e estaduais, por meio do sistema de cotas tem amparo legal e constitucional, uma vez que, segundo artigo 205 da constituição federal; a educação é dever do estado. Devendo ser efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; conforme o disposto no artigo 208 parágrafo V, ou seja, o estado dessa forma, estaria apenas tentando cumprir seu papel para com a grande maioria da população.
É preciso atentar para o fato de que, a partir do momento em que a universidade estabelece em seu edital um ponto de corte como critério de seleção e o candidato consegue superá-lo, fica evidenciado a capacidade desse vestibulando para ingressar na instituição, atendendo-se então o artigo citado anteriormente e assegurando-o o direito a pleitear uma vaga reservada aos cotistas, lembrando que, as vagas não ocupadas por cotistas são repassadas aos demais candidatos conforme a ordem de classificação.
Com tudo, o sistema de cotas não deve ser tomado como uma solução definitiva, e sim, como um paliativo para atender de forma imediata aos anseios dos alunos prejudicados pela falta de atuação do poder público na educação de base e a sociedade na condição de co-responsável precisa se unir e exigir as melhorias necessárias para o sistema público de ensino, ressalvando ainda que, a população não deve se preocupar com a qualidade do profissional formado já que a universidade atua como uma “peneira” que aprova só os mais esforçados e que maus profissionais já existiam mesmo antes das cotas, já que esse é um fator mais pessoal.

]]>
Por: Rafael https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-37698 Thu, 18 Mar 2010 17:53:43 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-37698 Ronaldo!

Concordo… mas com tristeza, por saber que a cúpula parece não compartilhar de nossas preocupações!

cada um enxerga o mundo por um ângulo, e para muitos, está muito bom assim… exatamente aqueles que possuem mais ferramentas para mudar a história!

]]>
Por: Enio Micherlon - Recife - PE https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-37697 Thu, 18 Mar 2010 17:24:13 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-37697 Parabéns pelo discurso, Ronaldo. É muito bom ter pessoas com conhecinhento de causa opinando nesses debates.

]]>
Por: PEDRO https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-37612 Mon, 15 Mar 2010 23:49:00 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-37612 A LEI DE COTAS É UMA LEI RACISTA, BURRA, VOTAMOS EM POLITICOS ESPERTOS E SAFADOS, COMO A MARTA SUPLICY
“RELAXA E GOZA”, PORQUE O PAIS NECESSITA DE MAIS IRRESPONSAVEIS VAGABUNDOS. A LEI DE COTAS E HUMILHANTE PARA
O NEGRO, POIS A LEI AFIRMA DE MODO SUBJETIVO, QUE NEGRO É INFERIOR EM INTELIGENCIA, PORTANTO SENDO INCAPAZ DE
CONCORRER DE IGUAL PARA IGUAL COM O BRANCO, VOU AO CONSULTÓRIO MÉDICO E AO VER UM MEDICO PRETO, PODE SE
EXPRESSAR ASSIM PORQUE A LEI DE COTAS O CLASSIFICOU COMO INFERIOR, É UMA LEI HUMILHANTE QUE NA PRATICA É A
MAIOR DISCRIMINAÇÃO, POIS AFIRMA QUE O NEGRO E INCAPAZ DE DISPUTAR COM DIGNIDADE UMA VAGA NA FACULDADE,
ME RECUSAREI DE ACEITA-LO COMO PROFISSIONAL COMPETENTE. QUANTO AS COTAS PARA ALUNOS QUE ESTUDARAM NA
REDE PUBLICA, NADA MAIS QUE A AFIRMAÇÃO , ATESTANDO O LIXO DO ENSINO PUBLICO, INCOMPETENTE, INEFICIENTE, MANOBRA
DE POLITICOS SAFADOS, DIANTE DE UMA SOCIEDADE SEM OPINIÃO PRÓPRIA, INCAPAZ DE RACIOCINIO CLARO E LOGICO.
A LEI DE COTAS É UMA TREMENDA BESTEIRA, DISCRIMINA, HUMILHA, ENVERGONHA, COMO POSSO CONTRATAR UM
ENGENHEIRO QUE PRECISOU DA LEI DE COTAS PARA PASSAR NA SELEÇÃO PARA SER ADMITIDO NUMA FACULDADE.???

APESAR QUE TRATA-SE DE UM AMBIENTE DE UNIVERSOTARIOS, CASOS COMO DA UNIBAN, ONDE UMA MULHER SE
SENTIU MUITO ORGULHOSA POR CHAMAREM ELA DE PROSTITUTA, FOI UMA HONRA PARA ELA.
TAMBEM NÃO É NOVIDADE, UMA LEI QUE OBRIGAVA MOTORISTA A ANDAREM COM ESTOJO DE PRIMEIROS SOCORROS,
E FOI RETIRADA TAL LEI, TANTAS BESTEIRAS , CHEGA ATE A SER HUMILHANTE SER BRASILEIRO. E O NOSSO COMPANHEIRO LULA,
CULPADO SÃO OS BRANCOS DE OLHOS AZUIS, PIADA DE MAU GOSTO, SE ELES ERRARAM É PORQUE FIZERAM , PROSPERARAM.
MOTIVO DE PIADA DE MAU GOSTO DEIXA PRA LA.

]]>
Por: RONALDO - ARACAJU - SERGIPE https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-36128 Sun, 24 Jan 2010 04:33:23 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-36128 SENHORES, DESCULPEM-ME MAS ESTOU REPUBLICANDO MINHA OPINIÃO POR FALHAS DE DIGITAÇÃO NO POST ANTERIOR.

Nunca estudei em escola privada. Teho 48 anos e na miha época existiam pouco mais de cinco escolas particulares. A ganância de “professores-empresários”, apoiada pelo poder público, após o fim da ditadura militar (que Deus a tenha e jamais volte) tornou a rede privada de escolas um verdeiro absurdo.

Eles começaram de “fininho”, momtando cursinhos pré-vestibulares e depois perceberam que poderiam continuar exercendo suas funções no magistério – aliás a única carreira estatutária que permite esse tipo de canalhice – e cooptar os melhores e mais ricos alunos da rede pública para suas escolas, seja oferecendo bolsas integrais e/ou parciais.

Esse processo começou em meados dos anos 70 e hoje, mais de trinta depois, está se tentando frear esse processo que marginalizou as pessoas mais pobres que, àquela época, dividiam salas de aula com os as classes média e alta da sociedade.

Na realidade, a consequência foi nociva para todos, pois criou-se no Brasil uma segregação “branca”, não de etnia, mas de valores humanos. Eu me formei em letras, mas tive a oportunidade de ser colega durante o ensino fundamental/médio de notáveis, como atuais ministros do STF e STJ e até do atual governador do meu estado.

Em outras palavras, na escola vestíamos o mesmo uniforme, fazíamos as mesmas provas, brincávamos todos juntos no recreio e tínhamos os mesmos professores. Não se reparava se o colega era rico, pobre, branco, amarelo, japonês ou negro. Hoje compreendo que eu era pobre e alguns deles ricos ou de famílias tradicionais, mas atualmente é muito estranho ver o carro preto daquele ou daquela “autoridade” deixar seu filho nas melhores escolas da cidade, como se fossem verdadeiras celebridades. Estamos formando homens e não artistas. Naquele tempo, éramos todos alunos da rede estadual de ensino, manutenida com a arrecadação do imposto pago pelo povo brasileiro. Isso sim é salutar na formação da sociedade como um todo. A universidade, após o “antigo científico”, era uma questão de aptidão e dedicação. A grande lição de vida é que até hoje todos que se conheceram e estudaram naquela turma se reconhecem e se respeitam como ex-colegas de escola, não importa a etnia nem a classe social, entedem?

Percebam o que ocorreu nesses últimos trinta anos. O ensino tornou-se um “comércio” nocivo a todos e dividiu a sociedade em ricos e pobres e, consequentemente, veio à tona a intolerância. Os estudantes ricos acham-se mais inteligentes e esforçados e os pobres tornaram-se revoltados com o descaso do poder público e culpam “os brancos” ou “ricos” de impedirem a ascenção social.

Em vez de cotas o mais coerente seria refazer o caminho de volta aos anos 70 e fazer com que esses “professores-empresários” possam ver ruir seus “castelos de areia” e amargarem grendes prejuízos. Mais importante ainda. Voltassem a ser educadores e deixassem de lado a vida de mansões e carros luxuosos comprados com dinheiro “desviado” da contabilidade de suas escolas.
Regras claras e justas. Como? Simples.

Em 2012 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o 3º ano do ensino médio na rede pública;
Em 2013 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, os 2º e 3º anos do ensino médio na rede pública;
Em 2014 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o ensino todo o ensino médio na rede pública;

Em 2015 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e o 5º ano do ensino fundamental na rede pública;
Em 2016 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º e 4º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2017 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º e o 3º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2018 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º e o 2º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2019 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º, 2º e o 1º anos do ensino fundamental na rede pública;

Em 2020 – As universidades públicas somente aceitariam alunos oriundos da rede pública.

Essa política precisaria ficar em vigor por um período não inferior a 10 anos, ou seja, até 2030. E por que? Para que a “máfia” dos cursinhos pré-vestibulares e escolas privadas que poderiam continuar funcionando normalmente, seguindo a sua própria lógica “comercial”, ou seja, preparando seus alunos para as universidades particulares, onde um curso de medicina não sai por menos de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).

Isso, sim, é justiça social, pois não há discriminação. Atualmente o pobre não pode cursar uma escola particular porque não tem dinheiro. Só lhe resta uma opção: a escola pública. Para o rico existem duas opções: a escola privada ou pública. Não é justo que o dinheiro possa comprar educação de qualidade. Isso é discriminação. Quanto as cotas para negros e índios, vamos esquecer que isso um dia já foi assunto no Brasil, pois quem não tem origem negra, tem origem indígena ou mestiça, concordam? Por acaso alguém conhece alguma comunidade no Brasil que proiba o casamento de descendentes de japoneses com descendentes de europeus? Isso é uma grande tolice.

Finalizando, em 2030 seria feita uma avaliação da qualidade do ensino público brasileiro e eu duvido que não tenhamos de volta filhos de médicos renomados, filhos de magistrados e sobretudo, futuros políticos que voltariam a conviver com pessoas simples, humildes e perceber um Brasil que elas jamais teriam a oportunidade de conhecer. Saber que existem pobres decentes, estudiosos, batalhadores, educados, gente boa…

Talvez até exame de admissão, em alguns casos, se faria necessário. Como no passado eu o fiz para ser admitido no renomado Atheneu Sergipense e como ainda hoje é necessário para cursos em escolas técnicas federais.

Somos 200 milhões de brasileiros e somos admirados no mundo inteiro pela nossa tolerância, pelo respeito que temos a todas as religiões, pela admiração que temos da culinária africana e indígena, pelo orgulho de torcermos pela melhor seleção de futebol do mundo. Vamos cantar forte o nosso hino nacional e procurar amparar os deficientes físicos, os nossos idosos, as nossas crianças, as nossa guerreiras mulheres e aos homens de bem que são a grande maioria deste país chamado BRASIL.

]]>
Por: UM BRASILEIRO - ARACAJU - SERGIPE https://www.depositonaweb.com.br/961/camara-aprova-lei-de-cotas-em-universidades-para-alunos-de-escolas-publicas/#comment-36127 Sun, 24 Jan 2010 04:02:18 +0000 http://www.depositonaweb.com.br/?p=961#comment-36127 Nunca estudei em escola privada. Teho 48 anos e na miha época existiam pouco mais de cinco escolas particulares. A ganância de “professores-empresários”, apoiada pelo poder público, após o fim da ditadura militar (que Deus a tenha e jamais volte) tornou a rede privada de escolas um verdeiro absurdo.

Eles começaram de “fininho”, momtando cursinhos pré-vestibulares e depois perceberam que poderiam continuar exercendo suas funções no magistério – aliás a única carreira estatutária que permite esse tipo de canalhice – e cooptar os melhores e mais ricos alunos da rede pública para suas escolas, seja oferecendo bolsas integrais e/ou parciais.

Esse processo começou em meados dos anos 70 e hoje, mais de trinta depois, está se tentando frear esse processo que marginalizou as pessoas mais pobres que, nos anos 70, dividiam salas de aula com os as clases média e alta da sociedade.

Na realidade, a consequência foi nociva para todos, pois criou-se no Brasil uma segregação “branca”, não de etinia, mas de valores humanos. Eu me formei em letras, mas tive a oportunidade de ser colega durante o ensino fundamental/médio de notáveis, como Ministro do STF e até do Governador do meu estado. Em outras palavras, na escola vestíamos o mesmo uniforme, fazíamos as mesmas provas e tínhamos os mesmos professores. Não se reparava se o colega era rico, pobre, branco, amarelo, japonês ou negro. Éramos todos alunos da rede estadual de ensino, manutenida com a arrecadação do imposto pago pelo povo brasileiro. Isso sim é salutar na formação da sociedade como um todo A universidade era uma questão de aptidão e dedicação. Mas até hoje todos se conhecem e se respeitam como ex-colegas de escola, entedem?

Percebam que ocorreu nesses últimos trinta anos. O ensino tornou-se um “comércio” nocivo a todos e dividiu a sociedade em ricos e pobres e, consequentemente, veio à tona a intolerância. Os estudantes ricos acham-se são mais inteligentes e esforçados e os pobres tornaram revoltados com o descaso do poder público e culpam “os brancos” ou “ricos” de impedirem sua ascenção social.

Em vez de cotas o mais coerente seria refazer o caminho de volta aos anos 70 e fazer com que esses “professores-empresários” virem ruir seus “castelos de areia”. Regras claras e justas. Como? Simples.

Em 2012 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o 3º ano do ensino médio na rede pública;
Em 2013 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, os 2º e 3º anos do ensino médio na rede pública;
Em 2014 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, o ensino todo o ensino médio na rede pública;

Em 2015 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e o 5º ano do ensino fundamental na rede pública;
Em 2016 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º e 4º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2017 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º e o 3º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2018 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º e o 2º anos do ensino fundamental na rede pública;
Em 2019 – As universidades públicas somente aceitariam alunos que tivessem cursado, pelo menos, todo o ensino médio e os 5º, 4º, 3º, 2º e o 1º anos do ensino fundamental na rede pública;

Em 2020 – As universidades públicas somente aceitariam alunos oriundos da rede pública.

Essa política precisaria ficar em vigor por um período não inferior a 10 anos, ou seja, até 2030. E por que? Para que a “máfia” dos cursinhos pré-vestibulares e escolas privadas que poderiam continuar funcionando normalmente, seguindo a sua própria lógica “comercial”, ou seja, preparando seus alunos para as universidades particulares, onde um curso de medicina não sai por menos de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). Isso, sim, é justiça social, pois não há discriminação. Atualmente o pobre não pode cursar uma escola particular porque não tem dinheiro. Só lhe resta uma opção: a escola pública. Para o rico existem duas opções: a escola privada ou pública. Não é justo que o dinheiro possa comprar educação de qualidade. Isso é discriminação. Quanto as cotas para negros e índios, vamos esquecer que isso um dia já foi assunto no Brasil, pois quem não tem origem negra, tem origem indígena ou mestiça; Por acaso alguém conhece alguma comunidade no Brasil que proiba o casamento de descentes de japoneses com descentes de africanos? Isso é uma grande tolice.

Finalizando, em 2030 seria feita uma avaliação da qualidade do ensino público brasileiro e eu duvido que não tenhamos de volta filhos de médicos renomados, filhos de magistrados, políticos que voltariam a conviver com pessoas simples, humildes e perceber um Brasil que elas jamais teriam a oportunidade de conhecer. Saber que existem pobres decentes, estudiosos, batalhadores, educados, gente boa…

Talvez até exame de admissão, em alguns casos, se faria necessário. Como no passado eu o fiz para ser admitido no renomado Atheneu Sergipense e ainda hoje é necessário para cursas em escolas técnicas federais.

Somos 200 milhões de brasileiros e somos admirados no mundo inteiro pela nossa tolerância, pelo respeito que temos a todas as religiões, pela admiração que temos da culinária africana e indígena, pelo orgulho de torcermos pela melhor seleção de futebol do mundo. Vamos cantar forte o nosso hino nacional e procurar amparar os deficientes físicos, os nossos idosos, as nossas crianças, as nossa guerreiras mulheres e aos homens de bem que são a grande maioria deste país chamado BRASIL.

]]>